Osmar Stabile revela ameaças durante negociação com Memphis

Presidente do Corinthians afirmou que telefones de familiares foram expostos e relatou invasões de contas bancárias em meio à pressão pela renovação do atacante

Por: Jhonatan Moraes
2 horas atrás em 18 de agosto de 2026
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O presidente Osmar Stabile revelou ter sofrido ameaças durante a negociação pela renovação de contrato de Memphis Depay com o Corinthians. Segundo o dirigente, dados pessoais dele e de familiares foram vazados nas redes sociais, além de contas bancárias terem sido alvo de invasões.

“Sofremos as consequências, vazaram meus telefones, vazaram os telefones das minhas filhas, invadiram as minhas contas de banco, das minhas filhas, da minha esposa. Foi uma situação difícil, ninguém merece uma situação dessa”, afirmou Stabile.

O dirigente também relatou ter recebido ameaças com armas e disse que as medidas necessárias já estão sendo tomadas.

“Teve gente mostrando faca, gente mostrando revólver. Estamos lutando, tomando as providências necessárias. A gente sabe que tem muito bandido envolvido aí mandando WhatsApp para a minha família. Eu não desejo isso para ninguém”, completou.

Antes da reviravolta que terminou com a renovação de Memphis, Stabile também foi alvo de protestos em frente à própria casa, em São Paulo. Torcedores estenderam faixas pedindo a saída do presidente e cobrando uma intervenção judicial no Corinthians.

Renovação de Memphis

Na noite de segunda-feira, o Conselho de Orientação do Corinthians se reuniu no Parque São Jorge e deu aval para a renovação do contrato de Memphis por mais duas temporadas. Logo depois, Stabile confirmou que irá assinar o novo vínculo com o atacante holandês.

O presidente voltou a destacar que a preocupação com a situação financeira do clube foi determinante durante as negociações e afirmou que não queria assumir um compromisso que pudesse comprometer as próximas gestões.

“Eu sempre falei que a questão financeira era a mais importante para o Corinthians. Não adiantava eu fechar qualquer contrato se eu não comportasse pagar no futuro. Não estou pensando em mim, estou pensando em quem vem depois”, disse.

Stabile também afirmou que poderia ter escolhido um caminho mais simples e assinado o contrato sem discutir os valores, mas ressaltou que preferiu priorizar a situação financeira do clube.

“Para mim seria muito mais fácil assinar qualquer contrato, como vinham fazendo no Corinthians, e depois sair para o abraço, era o mais cômodo para mim”
, afirmou.

O Corinthians atravessa um cenário financeiro delicado, com três transfer bans ativos e uma dívida superior a R$ 2,7 bilhões. O clube também é alvo de inquéritos conduzidos pelo Ministério Público.