Executivo das categorias de base, Erasmo Damiani afirma que pai do jogador não assinou novo registro na FPF; família contesta versão do clube
Foto: Reprodução Responsável pelas categorias de base do Sport Club Corinthians Paulista, o executivo Erasmo Damiani explicou, em apuração do ge, os motivos que levaram ao fim da relação do clube com Lucas Flora, de 12 anos. Considerado uma das principais promessas da base corintiana e com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, o garoto não está mais registrado pelo clube e, segundo o dirigente, seu paradeiro atualmente é desconhecido.
De acordo com Damiani, o pai do jogador, Flávio Flora, deixou de responder às tentativas de contato e não assinou a documentação necessária para um novo registro na Federação Paulista de Futebol (FPF). O vínculo anterior de Flora com o Corinthians era válido até 31 de dezembro de 2025.
“Não sei onde está o Flora, mandei mensagem para o pai, que não me respondeu. O Flora não está registrado no Corinthians, teve registro até 31 de dezembro de 2025 e, como o pai não assinou o novo registro, ele está fora do Corinthians. Não sei dizer onde ele está.”
O dirigente afirmou ainda que o Corinthians não pretende impedir a sequência da carreira do garoto e que a intenção é preservar seu desenvolvimento esportivo. Damiani também relatou que tentou conversar com o pai de Flora em abril, mas não recebeu mais retorno desde então.
“Tentei em abril conversar com o pai aqui (no Parque São Jorge), nunca mais me deu o retorno e o menino nunca mais apareceu. Até hoje, os pais não saíram do grupo (de WhatsApp) da categoria sub-13. Eu não sei te dizer onde o Flora está hoje, o que ele está fazendo, não tenho essa informação. Um clube me procurou e eu expliquei o que houve.”
Impasse na inscrição
O conflito entre a família e o Corinthians começou após Flora não ser inscrito para disputar as categorias Sub-12 e Sub-13 do Campeonato Paulista deste ano. O clube sustenta que a família não assinou a ficha exigida pela FPF. Os pais, por outro lado, afirmam que a não inscrição foi uma decisão deliberada do Corinthians.
Segundo Damiani, a documentação da família foi a última a ser entregue na categoria Sub-13 e, quando a ficha chegou ao clube, o pai se recusou a assiná-la sob a alegação de que Flora não estava sendo utilizado.
“O pai não quis assinar a ficha da Federação Paulista. Os pais do Flora foram os últimos a entregar a documentação da categoria sub-13 e, quando chegou a ficha, eles não quiseram assinar alegando que o Flora não estava jogando. Nós seguimos com o Flora as mesmas coisas que vínhamos fazendo normalmente.”
Diante do impasse, a família retirou o garoto dos treinamentos no Parque São Jorge e comunicou a saída do Corinthians. Procurado pelo ge, Flávio Flora contestou a versão apresentada pelo executivo corintiano e afirmou que as principais tratativas ocorreram por e-mail, inclusive com o presidente do clube em cópia.
“O clube tem a sua versão dos acontecimentos, assim como a família tem a sua. Importa apenas registrar que as principais conversas relacionadas ao tema ocorreram por e-mail, e não por WhatsApp, inclusive com comunicações nas quais o próprio presidente do clube estava em cópia.”
Em outra manifestação enviada à reportagem, a família afirmou que Flora está desligado do Corinthians desde maio e que busca seguir em frente após o episódio.
“A família entende que os fatos que envolveram essa situação já foram devidamente esclarecidos nas manifestações anteriores. Flora está desligado do Corinthians desde maio, e, desde então, a família tem buscado seguir em frente com serenidade e respeito”, disse Flávio Flora.