Palmeiras supera R$ 2,4 bilhões em vendas de jogadores desde 2022

Negociação de Allan com o Manchester City eleva arrecadação do clube a 414,2 milhões de euros em cinco anos

Por: Neila Gonçalves
20 horas atrás em 29 de agosto de 2026
Foto: Divulgação/Palmeiras

O Palmeiras alcançou uma marca expressiva no mercado de transferências. Impulsionado pela negociação de Allan com o Manchester City, avaliada em cerca de R$ 240 milhões entre valores fixos e variáveis, o clube calcula ter movimentado 414,2 milhões de euros em vendas de jogadores desde o início de 2022, período que coincide com a gestão de Leila Pereira na presidência.

Na conversão considerada pelo próprio clube, o montante representa aproximadamente R$ 2,4 bilhões arrecadados em 27 negociações envolvendo atletas do futebol masculino. O levantamento contabiliza os valores totais previstos em cada operação, incluindo parcelas fixas e bônus, mas não acrescenta receitas posteriores obtidas por meio de percentuais mantidos sobre os direitos econômicos.

A cifra ainda pode aumentar nos próximos dias. O Palmeiras encaminhou a transferência de Riquelme Fillipi para o Inter Miami, dos Estados Unidos, em uma negociação envolvendo 60% dos direitos econômicos do jogador. As conversas giram em torno de 5,5 milhões de euros a 6 milhões de dólares.

A formação de jogadores tem papel central nos números alcançados pelo clube. Das 27 vendas realizadas no período, 18 envolveram atletas revelados pelas categorias de base, o equivalente a 66% das operações. As Crias da Academia também ocupam as primeiras posições entre as maiores transferências.

Endrick lidera o ranking, negociado com o Real Madrid por 72 milhões de euros. Na sequência aparece Estêvão, vendido ao Chelsea por 61,5 milhões de euros. Allan, com a transferência ao Manchester City avaliada em 40 milhões de euros, assumiu a terceira posição, seguido por Vitor Reis, também negociado com o clube inglês, por 37 milhões de euros. Luis Guilherme completa os cinco primeiros após sair para o West Ham por 30 milhões de euros.

Outro caso de destaque é o de Jhon Jhon. O meio-campista deixou inicialmente o Palmeiras rumo ao Bragantino em uma operação de sete milhões de euros, mas voltou a gerar receita para o clube em 2026. Como o Alviverde manteve 20% dos direitos econômicos, recebeu uma nova quantia quando o atleta foi negociado com o Zenit.

Entre os jogadores que não foram formados na Academia, Richard Ríos aparece como a maior venda do período. O volante foi negociado com o Benfica por 30 milhões de euros após ter sido contratado pelo Palmeiras junto ao Guarani, em 2023, por R$ 6 milhões. A evolução técnica do colombiano durante sua passagem pelo clube proporcionou uma das maiores valorizações recentes do elenco.

Além de Ríos, outras vendas diretas de jogadores contratados para o time profissional envolveram Facundo Torres, Rony, Aníbal Moreno, Rafael Navarro, Merentiel, Luan, Zé Rafael e Bruno Tabata.

Na sequência das maiores negociações aparecem Danilo, vendido por 20 milhões de euros; Artur, por 18 milhões; Kevin, por 15 milhões; Gabriel Veron, por 10 milhões; Giovani, por nove milhões; Facundo Torres, por 8,5 milhões; Jhon Jhon e Vanderlan, ambos por sete milhões; além de Rony, por 6,5 milhões de euros.

Patrick de Paula, Thalys e Aníbal Moreno renderam seis milhões de euros cada. Kaique foi negociado por quatro milhões, enquanto Rafael Navarro e Luan saíram por três milhões cada. Naves, Merentiel, Fabinho, Zé Rafael e Wesley tiveram operações de 2,5 milhões de euros, e Bruno Tabata fecha a relação com uma venda de 2,2 milhões.

Com a força das categorias de base e a valorização de jogadores do elenco profissional, o Palmeiras consolidou as vendas como uma importante fonte de receita nos últimos cinco anos. A eventual transferência de Riquelme Fillipi tende a elevar ainda mais um montante que já ultrapassa a casa dos R$ 2 bilhões.