Enderson valoriza vitória e desempenho do Novorizontino

O técnico afirmou que o Tigre poderia sair com uma goleada

Por: Murilo Godoy
6 horas atrás em 29 de agosto de 2026
Enderson Moreira, técnico do Novorizontino - Foto: Divulgação

Na noite desta sexta-feira (28), o Novorizontino derrotou o Sport pelo placar de 2 a 1 no estádio Jorge Ismael de Biasi, em jogo válido pela 25ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Em entrevista coletiva pós-jogo, o técnico Enderson Moreira valorizou a vitória e principalmente o desempenho do Novorizontino, classificado pelo treinador como uma atuação de “time gigante”.

Para o treinador, o Tigre do Vale impôs seu jogo, controlou a partida e poderia ter construído um placar mais elástico. Porém, mesmo com três vitórias seguidas, Enderson mantém os pés no chão.

Enderson entende que o resultado não refletiu o que aconteceu em campo. Na avaliação do treinador, o Novorizontino atuou com domínio, autoridade e organização, mantendo a postura ofensiva mesmo depois de ficar em vantagem.

“O resultado não condiz com o que foi o jogo. Merecíamos um placar muito mais elástico e quase não demos nenhuma chance para o Sport. O que mais me deixa feliz é que fizemos uma partida de um time gigante. Com autoridade, mesmo à frente do resultado, não ficamos administrando. Fomos para cima, pressionamos o tempo todo e não deixamos o Sport sair com a bola controlada”.

Apesar da boa sequência na Série B, Enderson pregou cautela e lembrou que, há poucas rodadas, a equipe atravessou um período de resultados ruins.

“É um momento bom, mas estamos com os pés no chão. Até pouco tempo tivemos uma sequência muito ruim, de cinco jogos com apenas uma vitória. A equipe sempre conseguiu dar boas respostas depois das quedas e estamos caminhando bem. É uma equipe ofensiva, com um ataque e um saldo de gols muito positivos, mas também equilibrada”.

“Sabemos que o nosso objetivo ainda está distante, mas estamos muito consistentes, e isso é importante para a sequência. No próximo sábado já temos um jogo dificílimo contra o Avaí, uma equipe que cresceu muito e é tecnicamente muito forte”.

Apesar dos elogios à atuação, a coletiva pós-jogo também teve cobranças. Enderson lamentou as oportunidades desperdiçadas por uma equipe que, na visão dele, tem produzido muito ofensivamente, mas nem sempre consegue transformar o volume criado em gols.

“Futebol não tem muita regra. Há momentos em que tudo que o jogador faz dá certo e outros em que ele tenta e a bola bate na trave, desvia ou o chute escapa um pouco. O que podemos fazer é treinar, e isso treinamos sempre”.

“Apesar de em alguns jogos não conseguirmos traduzir em gols tudo aquilo que produzimos, ainda somos uma equipe muito ofensiva. Temos um número de gols muito significativo na temporada. Só nos últimos três jogos foram nove gols”.

Enderson também fez críticas à arbitragem. O técnico não gostou da condução dos minutos finais, principalmente pelos acréscimos concedidos, e reclamou de um lance em que pediu a expulsão de um jogador do Sport.

“Lamentamos muito a arbitragem. Nesse final foi extremamente confusa, aumentando o tempo sem muita justificativa. E deixou de expulsar o jogador do Sport, que deu um soco. O VAR chamou e ele não entendeu daquela forma. Daqui eu vi o jogador caindo e dando um soco. Ainda deu mais acréscimo em cima de uma situação que deveria ter terminado até com expulsão para eles. Isso nos deixa chateados”.

Com o resultado, o Novorizontino chegou a 43 pontos, e assumiu a terceira colocação da Série B de forma provisória. Enderson aproveitou o cenário para voltar a criticar o novo formato da competição, que prevê acesso direto para os dois primeiros colocados e playoffs envolvendo as equipes que terminarem entre a terceira e a sexta posições pelas outras duas vagas na Série A.

“Eu já falei anteriormente que não sou a favor. Não acho justo uma equipe ficar em terceiro lugar nos pontos corridos, depois de todos jogarem dentro e fora de casa e terem as mesmas oportunidades, e criar um mecanismo para dar oportunidade ao sexto colocado”.

“Posso ser o sexto e conquistar o acesso, faz parte, aceitamos o regulamento. Mas não acho justo. Se fosse apenas um turno, concordaria. Agora, jogamos contra todos em casa e fora. No final, quem tem mais pontos tem que ter o acesso. É uma maneira diferente e vamos nos adaptar, mas o mais importante é que estamos vivos e na briga”.

Por fim, o treinador destacou as atuações individuais de Nicolas Careca e Rômulo, além de valorizar a força do elenco e a participação coletiva tanto na construção ofensiva quanto na marcação.

“O Nicolas é experiente, tem acessos e títulos na carreira e uma característica diferente dos outros extremos. Ele conquistou esse espaço e o futebol não permite desacreditar de ninguém. Muitos jogadores que estão atuando hoje já foram tratados como descartáveis, mas nós nunca desacreditamos”.

“O Rômulo é extremamente capacitado tecnicamente. Ele e o Robson se ajudam muito e, no aspecto de marcação, é absurdo o que fazem. Correm sem a bola e fecham espaços. Muito do que produzimos ofensivamente vem também da forma como defendemos. Todos na equipe correm números absurdos e, a cada jogo, temos desenvolvido ainda mais o nosso nível físico”.

Agora, o Novorizontino volta a campo no próximo sábado (5), às 16h, quando recebe o Avaí, novamente no estádio Jorge Ismael de Biasi, o Jorjão.