Após classificação, Abel descarta priorizar competições: “Não vamos abdicar de nenhuma”

Após classificação na Copa do Brasil, técnico reforça que Verdão seguirá forte também no Brasileirão e na Libertadores

Por: Neila Gonçalves
7 horas atrás em 3 de setembro de 2026
Foto: Reprodução/Palmeiras

Classificado para as semifinais da Copa do Brasil após empatar por 0 a 0 com o Santos, na Vila Belmiro, o Palmeiras segue vivo em três competições na temporada. Mesmo com o calendário cheio, Abel Ferreira descartou qualquer possibilidade de escolher um torneio como prioridade.



O treinador afirmou que a equipe seguirá buscando todos os objetivos possíveis e destacou que o clube não pretende abrir mão de nenhuma frente.

“Estamos em todas, não vamos abdicar de nenhuma. Vamos arriscar tudo o que temos para arriscar. O maior risco que fiz foi atravessar o Atlântico sem saber o que iria me apanhar aqui. As coisas acontecem quando tu trabalhas mais que os outros”, afirmou.

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Além da Copa do Brasil, o Palmeiras disputa o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. Para Abel, o principal desafio é encontrar equilíbrio entre os diferentes setores da equipe e manter competitividade em todas as competições.

“São poucos que estão a disputar todas a este nível. Gosto de falar aos jogadores e ver o que temos que melhorar. Isso é tudo um equilíbrio entre ataque e defesa, quando crias mais, te expões mais, e o treinador sempre busca equilíbrio entre ataque e defesa. Adoro quando dizem que o Palmeiras não é bom em nada, gosto assim. Quero não ser bom em nada mas ser equilibrado em tudo.”

O português também comentou a situação do elenco e afirmou que o Palmeiras não pretende recorrer ao mercado sem encontrar jogadores que se encaixem nos critérios estabelecidos pelo clube.

“Não vamos buscar por buscar se não há jogadores que têm a ver com o critério da nossa presidente. Se não há, vamos apostar no que temos. Maior risco na vida é não arriscar. Foi o que fiz quando atravessei o Atlântico para o Brasil”, disse.

Sobre o empate com o Santos, Abel avaliou que a vantagem de 3 a 0 construída no primeiro jogo permitiu ao Palmeiras atuar de maneira mais controlada na Vila Belmiro.

“Fizemos um jogo consistente. Verdade que fizemos um bom resultado em casa que nos permitiu vir jogar de forma séria em um campo histórico, onde jogou, se não o melhor, mas um dos melhores do mundo, o Pelé. O estádio estava bonito, vibrante. Sabíamos que se o Santos fizesse um gol nos primeiros minutos seria difícil”, afirmou.

O treinador também voltou a falar sobre a denúncia que recebeu no STJD após chutar um microfone durante o confronto contra o Mirassol. Abel comparou a possível punição no futebol brasileiro com uma situação semelhante ocorrida em competição da Conmebol.

“Eu vivo intensamente, não vou mudar isso. Todas as lutas que tenho, calendário, árbitros, minha intenção é só uma: melhorar o futebol brasileiro. No último jogo, foi um árbitro que conheço perfeitamente, o Gobi. Ele está a procura do espaço dele, já nos apitou no Paulista. Mas estamos a chegar em uma fase das decisões que é normal os jogos sejam difíceis, intensos. Normal às vezes extravasar. Na mesma ação na Conmebol, eu chutei o microfone e fui multado. Não me tiraram de jogo, fui multado.”

“Já fui julgado pelo STJD e levei oito jogos. Eu não matei ninguém. Já disse, eu vivo o futebol intensamente”, completou.

Apesar de ser frequentemente crítico da arbitragem, Abel elogiou Davi de Oliveira Lacerda, responsável pelo clássico contra o Santos. O treinador reconheceu que errou ao reclamar de um cartão amarelo durante a partida.

“É desse tipo de árbitros que o futebol brasileiro precisa. Precisa de jovens com caráter, que não se deixam afetar por um ambiente vibrante e fazem um excelente jogo. Ele me deu um amarelo e eu protestei, porque Neymar chutou a bola para fora e não levou amarelo, depois o Giay chutou e levou. O árbitro explicou e eu pedi desculpas, porque meu protesto não foi correto.”

Abel ainda comentou o momento de Vitor Roque. O atacante voltou recentemente de lesão, tem encontrado dificuldades para recuperar o melhor nível e desperdiçou oportunidades depois de entrar no segundo tempo contra o Santos.

“Sabe o que ele aguentou nas costas dez jogos ano passado? Quando criticavam a mim, à direção, sabem quem suportou e matou no peito? Eu não faço nada por ele e nem pelas minhas filhas, faço o que depende de mim. Sou treinador e professor; educação é dizer qual o caminho. Ele é um moleque que precisa de muito carinho e estamos a cuidar dele. Agora, quem tem que meter o pé ao caminho é ele. Se esse tipo de atitude ajuda, quem tem que dizer é ele. Os capitães, a comissão e a direção estão cuidando dele”, pontuou.

Com a vaga na semifinal da Copa do Brasil garantida, o Palmeiras mantém a busca por títulos nas três frentes e, segundo Abel, seguirá sem abrir mão de nenhuma delas.

Confira a coletiva completa: