Órgão afirma que Presidente do Corinthians teria utilizado R$ 721 mil do Timão para pagar empresa que fazia sua segurança particular
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians O Ministério Público de São Paulo apresentou, nesta terça-feira, denúncia contra o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, por suposta apropriação indébita qualificada. Segundo o órgão, o dirigente teria utilizado recursos do clube para contratar uma empresa responsável por sua segurança particular.
De acordo com a denúncia apresentada pelo promotor Cássio Conserino, a Bear Security teria sido contratada pelo Corinthians para fazer a segurança pessoal de Stabile e, possivelmente, de familiares do presidente.
O MP aponta que o clube realizou pagamentos de R$ 721 mil à empresa entre julho de 2025 e agosto de 2026. O valor é citado na denúncia como recurso que teria sido utilizado de maneira irregular.


Agora, a Justiça irá analisar a denúncia e decidir se dará prosseguimento ao processo. Caso ela seja aceita, Stabile se tornará réu e poderá apresentar provas e indicar testemunhas durante o processo.
A investigação foi aberta no mês passado após denúncias apresentadas por associados do Corinthians. Para embasar a acusação, o promotor cita notas fiscais, uma entrevista na qual Stabile teria admitido que se tratava de sua “segurança VIP” e registros de seguranças acompanhando familiares do dirigente em situações particulares.
A denúncia também aponta que a empresa contratada não teria autorização da Polícia Federal para atuar na área de segurança.
Além da denúncia, o Ministério Público solicitou o bloqueio de bens de Osmar Stabile no valor de R$ 721 mil, com o objetivo de garantir o ressarcimento do Corinthians. O órgão também pediu o pagamento de R$ 540,8 mil em indenização por danos morais, alegando abalo institucional e reputacional ao clube.
O promotor ainda solicitou cinco medidas cautelares contra o presidente do Corinthians. Entre elas estão a proibição de acesso às dependências do clube e de contato com testemunhas e dirigentes.
O MP também pediu a suspensão de qualquer função associativa exercida por Stabile, especialmente a representação institucional do Corinthians, o que impediria o dirigente de participar de reuniões, negociações ou atos administrativos relacionados ao clube.
As outras duas medidas solicitadas são a proibição de deixar o país sem autorização judicial e a necessidade de autorização para viagens nacionais superiores a oito dias.
O Ministério Público já conduz outra investigação relacionada à contratação de uma empresa de segurança pelo Corinthians. O caso também apura uma suposta contratação irregular realizada pelo clube.