Brasileirão ganha quase cinco minutos de bola rolando após novas regras anti-cera

Estudo encomendado pela CBF aponta aumento de 5,9% no tempo efetivo de jogo da Série A; Série B teve crescimento superior a 10%

Por: Jhonatan Moraes
2 horas atrás em 22 de setembro de 2026
Foto de Edu Andrade/CBF

O tempo de bola rolando no Campeonato Brasileiro aumentou desde a implementação das novas regras para combater a chamada “cera”. Segundo estudo encomendado pela CBF, a média da Série A passou de 53min54s para 58min43s por partida, acréscimo de 4min49s, ou 5,9%.



Na Série B, o crescimento foi ainda maior. O tempo efetivo subiu de 51min27s para 56min49s, aumento de 5min22s por jogo, equivalente a 10,4%.

Com a nova metodologia, o Brasileirão aparece com a segunda maior média de tempo de bola rolando entre as principais ligas europeias e a Série B:

Camisa Palmeiras Third 2026/27Camisa Palmeiras Third 2026/27

Ligue 1 (França): 60min16s
Brasileirão: 58min43s
Serie A (Itália): 58min12s
La Liga (Espanha): 57min48s
Série B: 56min49s
Premier League (Inglaterra): 56min36s
Bundesliga (Alemanha): 56min13s

Recorde no Brasileirão

O duelo entre Mirassol e Botafogo, pela 27ª rodada, registrou o maior tempo de bola rolando da Série A desde o início da contabilização dos dados pela CBF, em 2019. Foram 70min12s na vitória do Mirassol por 2 a 0, no Maião.

Na outra ponta, o empate entre Coritiba e Athletico, pela 26ª rodada, teve apenas 39min34s de bola em jogo e foi apontado pela entidade como um “ponto de atenção”.

Entre as medidas adotadas para aumentar o tempo efetivo estão o limite de cinco segundos para cobranças de lateral e tiro de meta, o prazo de dez segundos para o jogador deixar o campo em substituições e a permanência de um minuto fora do gramado em caso de atendimento médico.