Justiça rejeitou argumentos do clube e determinou pagamento à empresa que agenciava o meia; Tricolor informou que vai recorrer
Foto: Instagram oficial O São Paulo foi condenado pela Justiça a pagar R$ 2.056.752,50 à Datasoccer Sports Administração de Bens Próprios, Marketing, Assessoria e Serviços Esportivos Ltda, empresa que agenciava André Anderson durante a passagem do meia pelo clube.
A decisão foi tomada pelo juiz Fábio Coimbra Junqueira, da 6ª Vara Cível de São Paulo, e envolve valores previstos em contrato que deixaram de ser quitados pelo Tricolor.
A condenação reúne duas pendências. Uma delas corresponde a sete parcelas mensais de R$ 100 mil, totalizando R$ 700 mil. A outra envolve dez parcelas de 25 mil euros.


Na sentença, os 250 mil euros foram convertidos em R$ 1.356.752,50. Somados aos R$ 700 mil, o valor principal chega aos R$ 2,05 milhões. O São Paulo também terá de pagar as custas do processo e honorários advocatícios equivalentes a 10% do montante atualizado da condenação.
Durante a defesa, o clube argumentou que a disputa deveria ser analisada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas, a CNRD, ligada à CBF.
O São Paulo também sustentou que os problemas físicos enfrentados por André Anderson durante sua passagem teriam reduzido a utilidade econômica do contrato. A Justiça, no entanto, não acolheu esse argumento e considerou que os pagamentos acordados com a empresa não estavam vinculados ao desempenho esportivo ou à condição física do jogador.
O clube informou que recorrerá da decisão.
André Anderson chegou ao São Paulo em 2022, emprestado pela Lazio, e permaneceu até 2023. Marcado por problemas físicos, disputou apenas 12 partidas com a camisa tricolor.
A saída ocorreu em meio a divergências relacionadas ao tratamento médico do atleta. Na época, o estafe do meia chegou a criticar a postura do clube durante a recuperação de uma cirurgia no púbis.
Atualmente com 27 anos, André Anderson defende o Pouso Alegre.