Gabriel Cicala consegue rescisão com a Ponte Preta na Justiça

Lateral-direito de 18 anos acionou o clube por atrasos salariais e falta de outros pagamentos; vínculo já foi encerrado no BID da CBF

Por: Neila Gonçalves
4 horas atrás em 26 de setembro de 2026
Foto: Divulgação/Ponte Preta

Gabriel Cicala não é mais jogador da Ponte Preta. O lateral-direito de 18 anos conseguiu na Justiça a liberação do clube após entrar com ação por atrasos salariais e outras pendências financeiras. A rescisão contratual foi publicada no BID da CBF na última quinta-feira.



Cicala estava na Ponte desde 2023 e havia ingressado com a ação no início de setembro. O jovem chegou a disputar uma partida pelo time profissional durante a temporada.

A estreia aconteceu contra o América-MG, em um jogo no qual a Ponte utilizou apenas atletas formados nas categorias de base para evitar um W.O., em meio à paralisação do elenco principal por causa dos problemas financeiros.

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Antes disso, o lateral já havia sido relacionado para partidas contra Náutico, Vila Nova e Avaí. Depois, retornou ao sub-20 e atuou pela última vez em 4 de setembro, na vitória por 3 a 2 sobre o Mirassol, pelo Campeonato Paulista da categoria.

A saída de Cicala é mais um reflexo da grave crise vivida pela Ponte Preta. Desde o início da Série B, quase 20 jogadores deixaram o clube.

O próprio diretor jurídico alvinegro, José Henrique Specie, afirmou recentemente que a situação é de “quase insolvência”.

Segundo uma auditoria realizada durante as tratativas com investidores interessados na criação da SAF, a dívida total da Ponte gira em torno de R$ 320 milhões, sem considerar aproximadamente R$ 20 milhões relacionados ao IPTU. O déficit mensal estaria na casa de R$ 2,8 milhões.

O último balanço do clube, referente a 2025, apresentou déficit de R$ 33,5 milhões no período.

A falta de recursos vem provocando atrasos salariais recorrentes desde o ano passado, atingindo jogadores, profissionais do departamento de futebol e funcionários de outras áreas.

No último fim de semana, os associados também rejeitaram a criação da SAF da Ponte Preta, proposta que previa investimentos próximos de R$ 1 bilhão.