Mascote do São Bento: Azulão herdou o Tira-Prosa de personagem criado em 1963

Tradição começou em charges publicadas pelo Cruzeiro do Sul e atravessou gerações na história do clube

Por: Neila Gonçalves
1 dia atrás em 7 de outubro de 2026
Foto: Divulgação/São Bento

A história do mascote do São Bento guarda uma curiosidade que atravessa mais de cinco décadas. Antes de o Azulão se tornar um dos símbolos mais conhecidos do clube de Sorocaba, a equipe era representada por um personagem inspirado no próprio São Bento — e que carregava um inusitado porrete nas mãos.



Tudo começou em 1963, quando o jornal Cruzeiro do Sul convidou o cartunista Pinochio, nome artístico de Pedro Gonçalves, para produzir charges que anunciavam as partidas do São Bento.

Para representar o clube nos desenhos, o artista criou uma versão de São Bento como um senhor de barba, vestido com túnica e auréola. O detalhe que chamava atenção, porém, era o porrete utilizado pelo personagem.

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Do personagem religioso ao Azulão

Com o passar do tempo, a representação do clube mudou e o São Bento ganhou o Azulão como mascote.

A ave, que passou a simbolizar o clube, manteve um elemento importante das antigas charges: o porrete. O objeto ganhou até nome próprio e passou a ser conhecido como Tira-Prosa.

Assim, a mudança de personagem não apagou a tradição criada nos anos 1960. Pelo contrário, o elemento das primeiras ilustrações foi incorporado ao novo mascote e permaneceu ligado à identidade beneditina.

Tira-Prosa atravessa gerações no São Bento

Mais de 50 anos depois de surgir nas charges de Pinochio, o Tira-Prosa continua fazendo parte da memória e da identidade do São Bento.

Ao lado do Azulão, o objeto representa uma ligação direta entre diferentes períodos da história do clube, preservando uma tradição que começou nas páginas do Cruzeiro do Sul e seguiu acompanhando o time ao longo das décadas.

A origem do mascote mostra como elementos aparentemente simples podem ganhar espaço permanente na cultura de um clube. No caso do São Bento, um porrete desenhado para acompanhar um personagem em charges esportivas acabou se transformando em um dos detalhes mais tradicionais do Azulão.