Tricolor ainda não iniciou negociações para a próxima temporada; Lucas Moura, Rafael Toloi, Iago, Cauly e Artur têm vínculo até dezembro
Foto: Rubens Chiri/ São Paulo O planejamento do São Paulo para 2027 está diretamente impactado pela eleição presidencial marcada para dezembro. Com Harry Massis em fim de mandato, indefinição sobre o candidato da situação e limitações financeiras, o clube ainda não iniciou negociações para definir o futuro de Dorival Júnior e de cinco jogadores que têm contrato somente até o fim da temporada.
Além do treinador, as situações de Lucas Moura, Rafael Toloi, Iago, Cauly e Artur precisarão ser resolvidas pela próxima gestão ou após uma definição mais clara do cenário político do Tricolor. Até o momento, nenhuma das renovações está em andamento.
Dorival Júnior tem contrato até dezembro


Dorival é um dos principais nomes com futuro indefinido. O treinador possui contrato somente até o fim de 2026 e ainda não sabe se permanecerá no comando na próxima temporada.
Após a derrota para o Santos, o técnico admitiu que sua continuidade dependerá também das decisões tomadas após a eleição.
“Primeiro precisa ver se as pessoas que estão no São Paulo vão querer que o Dorival fique. Estou aqui para desenvolver um trabalho. Vim aqui pensando em deixar o meu melhor aqui dentro. Não imaginava um ano tão difícil em alguns aspectos. Os resultados não nos satisfazem.”
Dorival também ressaltou que será necessário aguardar a reorganização política antes de definir os próximos passos.
“Talvez seja um momento que tenhamos que passar. É assim que encaro a vida. Já convivi em outras equipe e situações semelhantes, fomos felizes e nos organizamos. O que vai acontecer depois do final do ano, temos que deixar as pessoas se estabilizarem dentro do clube e verem o que é melhor.”
Lucas Moura e Rafael Toloi aguardam posição
Entre os jogadores, os casos considerados mais simples são os de Lucas Moura e Rafael Toloi.
Os dois pertencem ao São Paulo e aguardam uma manifestação da diretoria para saber se haverá interesse em renovar os contratos.
No caso de Lucas, a situação ganhou ainda mais atenção após o retorno aos gramados. O camisa 7 voltou recentemente depois de cinco meses afastado por uma ruptura no tendão de Aquiles e já admitiu que a eleição presidencial pode influenciar diretamente a negociação.
Iago depende de negociação com o Bahia
A situação de Iago é diferente. O lateral está emprestado pelo Bahia e não existe um valor de compra previamente estabelecido no contrato.
Assim, caso o São Paulo queira mantê-lo para 2027, será necessário abrir uma negociação diretamente com o clube baiano.
Iago ganhou espaço e atualmente aparece como titular da lateral esquerda, o que torna sua situação uma das decisões que a próxima gestão precisará avaliar.
Cauly e Artur têm valores definidos
Cauly, também cedido pelo Bahia, possuía uma cláusula de obrigação de compra ligada ao número de partidas disputadas. Como a meta não foi atingida, a aquisição deixou de ser obrigatória.
O valor estipulado era de 2 milhões de euros, cerca de R$ 11,2 milhões, por 50% dos direitos econômicos.
Artur, emprestado pelo Botafogo, tem cláusula de preferência de compra estabelecida em 6 milhões de euros, aproximadamente R$ 36 milhões, por 60% dos direitos econômicos.
O São Paulo ainda possui um acordo relacionado ao salário do atacante de acordo com sua utilização, com os custos atualmente divididos entre os dois clubes.
Eleição segura decisões para 2027
A tendência é que definições mais importantes sejam tomadas somente depois da eleição presidencial, prevista para a primeira quinzena de dezembro.
Harry Massis não deve tentar a reeleição, e a situação ainda não definiu oficialmente seu candidato. Pela oposição, Marcelo Portugal Gouvêa é, até o momento, o único nome oficializado.
Nesse cenário, o São Paulo entra na reta final de 2026 sem saber quem será o treinador e com pelo menos cinco peças do elenco profissional ainda sem definição para a próxima temporada.