O Verdão venceu os catarinenses por 1 a 0, mas teve polêmica no confronto
Foto: Reprodução/YoutubeO Palmeiras venceu a Chapecoense por 1 a 0 neste domingo (31), no Allianz Parque, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em uma partida marcada por polêmicas de arbitragem, o Verdão garantiu mais três pontos, mas segue sete atrás do líder Flamengo na tabela.
Após o confronto, o técnico Abel Ferreira comentou os principais lances do jogo e também criticou o calendário do futebol brasileiro. Ainda no primeiro tempo, Allan foi expulso após acertar um pisão em Giovanni Augusto.
Já nos acréscimos da etapa final, a Chapecoense chegou a empatar com Ítalo, mas o gol acabou anulado após intervenção do VAR, que identificou uma falta de Neto Pessoa sobre Murilo na origem da jogada.
Pouco depois, a arbitragem de vídeo voltou a ser acionada para revisar um possível pênalti para a equipe catarinense. Após análise, o árbitro Felipe Fernandes de Lima marcou a infração de Khellven dentro da área.
“O cartão vermelho do Allan vocês viram. O vermelho do Pedro Rocha contra o Vitão também foi na canela e foi considerado correto. Hoje, se fosse amarelo ou vermelho eu aceitaria. O árbitro inicialmente ia dar amarelo. Tenho certeza que alguém falou no ouvido dele que era vermelho e ele mudou a decisão. Ele não teve dúvida nenhuma ao aplicar o cartão depois”, iniciou o treinador.
Sobre o gol anulado da Chapecoense, o treinador demonstrou entendimento pela marcação da falta, mas criticou a participação do VAR. “Há um empurrão. O VAR não deveria ter intervindo se o árbitro tivesse marcado a falta em campo”, comentou.
Já sobre o pênalti assinalado para os catarinenses, Abel reconheceu o acerto da arbitragem. “O pênalti foi claro. O árbitro acertou em algumas decisões e errou em outras”, resumiu.
Além das questões envolvendo a arbitragem, o comandante português aproveitou a coletiva para criticar a realização da partida em meio ao período de preparação para a Copa do Mundo. Com diversos desfalques causados por convocações e suspensões, Abel Ferreira questionou a manutenção do calendário nacional.
“Como seria esse jogo se os clubes e a CBF quisessem cuidar do futebol brasileiro? Essa partida não teria existido. Aqui é o único país do mundo que permite jogos sem os atletas convocados. Em condições normais, esse jogo nunca aconteceria. Tenho certeza que os clubes querem fazer o melhor, mas não consigo encontrar uma razão para isso acontecer”, declarou o treinador.
Veja a coletiva completa: