Técnico do Palmeiras analisa o vice na Libertadores, mantém discurso sincero e destaca peso da maturidade rubro-negra
Foto: Reprodução/ESPNAbel Ferreira avaliou com franqueza a derrota do Palmeiras por 1 a 0 para o Flamengo na final da Libertadores, neste sábado, em Lima. Para o treinador, o time sentiu o peso do jogo e não conseguiu competir com a mesma ousadia do adversário.
— Vou ser muito sincero, apesar de termos uma equipe jovem, faltou-nos um bocadinho mais de coragem e ousadia, acho que foi isso que faltou. Acho que foi isso que faltou, como disse ontem, a forma de jogar do adversário não é surpresa. Eles partem a equipe, cinco a construir e cinco a atacar. O Alecsandro, o Danilo e o zagueiro canhoto, o Léo, com o Pulgar e o Jorginho — afirmou Abel.
Ele também comentou o comportamento tático da equipe durante a partida e reconheceu que o Flamengo soube controlar melhor os momentos decisivos.
— Eles tinham cinco e nós tínhamos quatro, tentamos saltar com o López e depois igualar com o Andreas, mas como disse, acho que mais do que dar justificativas é dizer que nosso adversário foi melhor. Foi mais experiente, mais cascudo e soube lidar com esse momento de pressão.
Mesmo lamentando um lance polêmico e a chance clara perdida no fim, Abel reforçou o mérito do rival.
— Apesar de o jogo ter sido decidido em um detalhe, tivemos no final uma clara e grande oportunidade do Roque. Ali, um lance muito duvidoso no início do jogo. Mas, enfim, seguimos. O Flamengo foi melhor e ponto final.
Após o apito final, o técnico conversou com Vitor Roque, que chorou após desperdiçar a melhor oportunidade palmeirense.
— Quando comparamos o Vitor Roque com o Bruno Henrique, o Jorginho e o Danilo, que ganharam a Libertadores aos 30 e poucos anos. Ele tem 19 anos, terá muitas oportunidades de ganhar essa competição. Acaba sendo uma experiência, experiência para todos eles. Como eu disse, são elencos em estados de maturidade competitiva completamente diferentes.
Abel também refletiu sobre o caminho do clube na competição.
— Uma equipe cascuda, madura, e outra que tem presente e muito futuro. Nosso adversário foi melhor, a vida não é feita apenas de vitórias e é nesse momento que temos que ser resilientes. Desde que estou aqui, viemos três vezes aqui e ganhamos duas. Tentaremos chegar de novo no ano que vem.
Agora vice-campeão, o Palmeiras volta ao Brasil e se concentra nas duas rodadas finais do Brasileirão, precisando vencer o Atlético-MG e torcer por um tropeço do Flamengo para manter chances matemáticas de título.