Técnico afirma que sequência de jogos tem prejudicado elenco alviverde e destaca superioridade do time na segunda etapa
Foto: Reprodução/TV PalmeirasO técnico Abel Ferreira voltou a demonstrar preocupação com a sequência de jogos e o número de lesões no elenco do Palmeiras após o empate em 1 a 1 diante do Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva na Arena Barueri, o treinador lamentou os problemas físicos enfrentados pelo setor ofensivo e afirmou que o calendário do futebol brasileiro continua sendo prejudicial aos atletas.
Durante a partida, o Palmeiras perdeu dois jogadores de ataque ainda no primeiro tempo por lesão. Abel destacou que o elenco já sofre com ausências importantes, como a de Vitor Roque, e ironizou a situação ao dizer que também está “lesionado na panturrilha” e não poderia ajudar em campo.
“O futebol brasileiro é assim e vai continuar a ser. São muitos jogos seguidos, pouco tempo de recuperação, viagens e gramados pesados. Se ninguém cuidar disso, as lesões vão continuar acontecendo”, afirmou.
O treinador também citou a situação física de jogadores como Paulinho e Andreas Pereira, explicando que o clube trabalha com cautela para evitar novos problemas musculares. Segundo Abel, o atacante ainda não está em sua melhor condição física após longo período sem sequência de jogos.
Apesar do resultado em casa, Abel avaliou positivamente o desempenho do Palmeiras, principalmente na segunda etapa. O português afirmou que a equipe criou oportunidades suficientes para vencer a partida, mas pecou na finalização.
“Fizemos um bom jogo e tivemos chances claras com Artur, Gómez, Arias e Andreas. Infelizmente, não fomos eficazes nas oportunidades que criamos”, analisou.
O treinador também elogiou o trabalho de Artur Jorge no Cruzeiro e afirmou que o adversário possui um elenco do mesmo nível do Palmeiras. Para Abel, o time mineiro tem condições de disputar o título brasileiro até o fim da temporada.
Além das críticas ao calendário, Abel voltou a cobrar participação maior dos clubes e da CBF na organização das datas do futebol nacional. Segundo ele, a intensidade exigida atualmente não é compatível com o tempo de recuperação oferecido aos jogadores ao longo da temporada.