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Apesar da vitória, Roger admite atuação abaixo e diz: “As vaias foram justas”

Técnico avalia vitória do São Paulo sobre o O’Higgins e reconhece desempenho irregular no Morumbis

Por: Neila Gonçalves
2 dias atrás em 15 de abril de 2026
Foto: Reprodução/SPFC Play

O técnico Roger Machado avaliou de forma crítica o desempenho do São Paulo na vitória por 2 a 0 sobre o O’Higgins, no Morumbis, pela Sul-Americana. Apesar do resultado positivo, que colocou o Tricolor na liderança isolada do Grupo C, o treinador reconheceu que a atuação ficou abaixo do esperado, principalmente no primeiro tempo.

As vaias da torcida ao intervalo também foram comentadas pelo comandante, que não evitou a autocrítica.
– Eu acho que esse momento do trabalho, tem um mês, naturalmente a gente busca estabilidade de atuação junto com resultados. O torcedor quando se manifesta está no seu direito, fizemos o gol cedo e de fato o primeiro tempo não foi bom.

– O adversário criou mais que a gente porque em determinado momento, bem postado atrás, nos restringiu espaços e fornecemos o que ele queria, o jogo de centro, e contra-ataques com erros de passes simples, forçados, em uma zona do campo que era justamente a armadilha deles. As vaias no primeiro tempo foram justas.

Roger também explicou que o planejamento da equipe não prevê uma escalação fixa na competição, destacando a gestão física do elenco.
– É jogo a jogo. Hoje tivemos retornos de jogadores como Bobadilla, Luciano e Calleri. Lá no jogo com o Vitória, o Enzo saiu e teve carga reduzida. A gente vai quantificando jogos, demandas de viagem, e o placar muitas vezes condiciona a dar mais minutagem ou descansar determinado jogador.

– Será assim, jogo a jogo, como foi no Uruguai. A decisão de minutagem não é só pensando na competição, mas em uma estratégia de médio e longo prazo para atletas com questões físicas, como é o caso do Marcos, que tem uma carga alta de jogos, para evitar problemas. Mas problemas vamos ter, precisamos dosar os atletas.

O treinador ainda comentou a situação de Marcos Antônio, que deixou o campo com dores.
– O Marcos ficou fora do jogo contra o Boston River, baixamos bem a carga dele. Ele vinha de uma sequência de jogos, com uma partida mais desgastante em Salvador, com um a menos, em um intervalo de três dias. Nas avaliações, não havia indícios de que ele precisaria ser preservado, como aconteceu no Uruguai. Não tem como saber agora, é recente. Ele teve algo muscular na parte interna da coxa, será avaliado pelos médicos e aí vamos entender o que ocorreu.

Por fim, Roger reforçou o desafio físico imposto pelo calendário e a necessidade de adaptação constante.
– Esse jogo foi o meu nono. Estamos falando de nove jogos no intervalo de um mês, que teve uma parada para a Data Fifa, o que acaba gerando uma densidade ainda maior quando voltamos a disputar. Naturalmente, já comentávamos anteriormente sobre essa demanda de jogos, em função do calendário, em um ano de Copa do Mundo, em que tudo ficou mais condensado.

– Nós não planejamos as perdas, mas sabemos lidar com isso, dosificando as cargas, tirando atletas que estão sentindo algo para minimizar problemas. Foi assim que identificamos o Luciano, que ficou fora de um dos jogos, e o Sabino, que estamos segurando e provavelmente estará à disposição no fim de semana. Mesmo com toda a aparelhagem, aparecem problemas — não tem como fugir.

Sobre o jovem Ryan Francisco, o treinador deixou claro que o atleta seguirá integrado ao elenco principal.
– Não vai ficar lá. O Ryan é do profissional, mas a gente utiliza nesses momentos em que os atletas estão retornando para dar minutagem a eles. Esse processo de gestão será feito à medida da evolução do Ryan. Ele está no começo do processo, e temos um caminho a percorrer para que ele possa estar disponível.

Confira a coletiva completa: