Eliminada nos pênaltis na última edição, Lusa estreia hoje contra a Portuguesa-RJ em torneio que passou por reformulação e agora oferece seis vagas à Série C
Foto: Divulgação/Portuguesa A Portuguesa abre neste sábado uma nova caminhada na Série D do Campeonato Brasileiro carregando a memória amarga da campanha de 2025. Na última edição, a Lusa fez boa primeira fase, terminou como líder isolada do Grupo A6 com 30 pontos, somando nove vitórias, três empates e duas derrotas, com 22 gols marcados e 13 sofridos.
A trajetória rubro-verde, porém, terminou antes do esperado. Depois de construir uma campanha sólida e de fazer sete vitórias em sete jogos no Canindé na fase de grupos, a equipe caiu na segunda fase diante do Mixto-MT: perdeu por 1 a 0 em Cuiabá, devolveu o placar em São Paulo, mas acabou eliminada por 4 a 3 nos pênaltis, em um desfecho que frustrou a torcida portuguesa.
É com esse pano de fundo que a Lusa volta a campo hoje, às 19h, para estrear na Série D de 2026 contra a Portuguesa-RJ, na Ilha do Governador. O time paulista está no grupo que também reúne Água Santa, América-RJ, Madureira e Pouso Alegre, e inicia a competição tentando transformar a decepção do ano passado em uma campanha mais consistente na briga pelo acesso.
A edição deste ano chega com mudanças importantes no regulamento. A Série D de 2026 passou a contar com 96 clubes, divididos em 16 grupos regionalizados de seis equipes. Cada time fará dez jogos na primeira fase, e os quatro melhores de cada chave avançam ao mata-mata. A principal novidade está no acesso: pela primeira vez, seis clubes subirão para a Série C. Além dos quatro semifinalistas, os quatro eliminados nas quartas de final disputarão playoffs que definirão mais duas vagas.
Para a Portuguesa, o novo formato amplia as possibilidades, mas não reduz a responsabilidade. Depois de bater na trave em 2025, a equipe começa hoje mais uma tentativa de deixar a quarta divisão, agora em um cenário com mais vagas e uma rota diferente. Resta saber se a Lusa conseguirá transformar a lição do último ano em uma estreia capaz de apontar um destino melhor na competição.