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Após vitória Abel cobra equipe: “Competir não é uma escolha, é obrigação”

Técnico analisa resposta da equipe após derrota, fala sobre jovens do elenco, reforços, Raphael Veiga e projeta sequência da temporada

Por: Neila Gonçalves
2 horas atrás em 24 de janeiro de 2026
Foto: Reprodução/TV Palmeiras

Após a vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, na Arena Barueri, pela quinta rodada do Campeonato Paulista, Abel Ferreira concedeu entrevista coletiva e analisou o desempenho do Palmeiras no clássico, além de abordar temas como evolução da equipe, uso da base, postura competitiva, mercado da bola e situações individuais do elenco.

Logo no início da conversa, o treinador fez referência à derrota sofrida na rodada anterior e destacou a importância do processo de aprendizado, além do espaço dado aos jovens formados no clube.

“Olha, cair, aprender. Eu achei que contra o Santos e Mirassol a equipe tinha ido bem. Hoje, a equipe esteve mais aproximada com o que pode ser a equipe do futuro. Esta competição era importante para ver toda a gente, ver os meninos da base. Luis, Larson, Arthur… Ao meio do ano vamos precisar deles. Dar os parabéns. Sei que a derrota é dura, no sub-20 estão chateados. Eles trabalham para isso. É para preparar os jogadores para eu utilizar no profissional”.

Abel também foi firme ao falar sobre responsabilidade e comportamento dentro de campo, ressaltando que competitividade não é opcional.

“Treinar bem e competir não é uma escolha, é uma obrigação. E às vezes precisamos levar umas chapadas para entendermos isso. Não podemos fugir das nossas responsabilidades. Jogar a bola para o mato porque é jogo de campeonato, não tocar a bola quando estamos na frente do gol, isso é competir. Fizemos isso hoje. A melhor resposta não é com gesto, e sim com ações dentro de campo. Fizemos isso com um dos nossos rivais. Nossa obrigação é competir sempre para ganhar.”

Questionado sobre possíveis reforços, o treinador explicou que as decisões administrativas não passam por ele, mas demonstrou confiança no trabalho da diretoria e no planejamento do clube, além de citar a expectativa pelo retorno de jogadores lesionados.

“Olha, eu posso dizer que, já te disse, não é da minha competência. O clube tem uma gestão competente e há coisas que eu participo e outras não. Mas, como eu disse, minha função é treinar, ter uma equipe que lute por títulos. É Barros e Leila para a gestão, essa parte é deles. E sei que estão focados para trazer as nossas primeiras opções. Vamos ver se o clube consegue trazer esses jogadores. É claro, saem jogadores, têm que entrar jogadores, não há dúvidas. Com os jogadores que tenho, somos fortes e competitivos. Quero que os lesionados voltem. Facundo saiu, não sei se sai mais alguém. Mas o clube tem alvos muito bem identificados.”

Ao ser perguntado sobre a situação de Raphael Veiga, Abel evitou qualquer especulação e reforçou o vínculo do meia com o Palmeiras.

“Difícil falar dele, é nosso jogador. Foi um dos maiores artilheiros, foi chamado para a Seleção. Todos sabemos o amor que ele tem pelo clube. Não posso falar muito mais nada. Contávamos com o Weverton e ele tomou outra decisão. Eu não tenho muita informação. Claro que conto com ele, é um ídolo do clube. Tenho uma admiração, um respeito, carinho e gratidão por ele. Juntos já passamos momentos difíceis, ele mais que eu, mas também grandes glórias, conquistas e momentos. Títulos, melhor do campeonato. Mas isso são questões muito pessoais. Sim, eu conto com o Veiga.”

Por fim, o técnico comentou sobre a contratação de Marlon e a utilização de Andreas, destacando a versatilidade do elenco e a importância de jogadores capazes de exercer mais de uma função ao longo da temporada.

“Marlon foi uma oportunidade, uma contratação muito bem feita. É um jogador que sabíamos tudo dele, como você disse. É um cara que consegue liderar, comandar. Ele tinha essas características no Botafogo. Não fiz nada além do que colocar ele para jogar. É ótimo poder contar com ele.
O Andreas, infelizmente, não podemos contar com ele antes. Contra o Santos se machucou, temos que nos preparar para isso. Tivemos ano passado com o nosso goleiro, com outros jogadores. Mas é um jogador que, se tivermos um equilíbrio maior atrás, pode jogar como oito e até dez. Jogava assim no seu clube anterior. Na Seleção ele vai mais pelo lado, contra o River jogou de meia-direita. Ao longo do ano, lesões vão ter, é bom ter caras que fazem mais do que duas funções. Foi a primeira vez que jogaram juntos, não deu para fazer antes, infelizmente. Felizmente hoje pude colocar os dois juntos, vamos ver.”


Confira a coletiva completa: