Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o presidente Adalberto Baptista explicou a dívida
Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet - Foto: Divulgação/Botafogo-SP De acordo com o levantamento de dívidas divulgado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), o Botafogo-SP é o 29º clube mais endividado do país, considerando as 40 equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro.
O painel, divulgado no dia 21 de outubro, aponta um passivo de R$ 89 milhões para o Pantera, com base nos balanços financeiros do fim de 2025.
Apesar do alto valor, o Tricolor está entre os oito clubes da Série B que mantêm salários, impostos e transferências em dia. Além do Botafogo-SP, estão: Athletic, CRB, Juventude, Londrina, Novorizontino, Operário-PR e São Bernardo. Esse são os únicos time da divisão de acesso que estão sem pendências financeiras ou débitos em atraso.


Em entrevista à Rádio CBN Ribeirão, o presidente do Conselho de Administração da Botafogo Futebol S/A, Adalberto Baptista, afirmou que mais da metade do valor indicado no levantamento corresponde a investimentos em infraestrutura, reformas no estádio e compra de direitos econômicos de atletas.
O dirigente citou as compras definitivas do volante Morelli, do zagueiro Vilar e do atacante Wesley como exemplos de aportes efetuados nesta temporada.
“Com relação à dívida, mais de 50% dessa dívida são investimentos no estádio, estrutura, em jogadores. Como não contabilizamos isso como patrimônio, esses investimentos contam como gastos e consequentemente como dívida”.
“Nesse ano, a gente já investiu R$ 5 ou 6 milhões só no Vilar, Morelli e Wesley, os três estamos adquirindo em definitivo, gastamos mais de R$ 3 milhões, isso entra como despesa. Esse investimento todo só vai ser normalizado quando o litígio entre Botafogo FC e a Trexx (parceira do clube na SAF) terminar e esse valor de dívida for capitalizado”, disse Adalberto Baptista.
O dirigente também contrapôs a situação financeira do Botafogo-SP com a realidade de grande parte dos clubes das Séries A e B.
“O mais importante é que o Botafogo não deve para nenhum jogador, nenhum membro de comissão técnica, para nenhum fornecedor e para nenhum ente governamental. Na Série B só tem oito clubes com pagamento em dia”, destacou o dirigente.
Em relação aos R$ 14 milhões da Trexx catalogados com vencimento no curto prazo, Adalberto afirmou que os pagamentos são renegociados e prorrogados, sem juros.
“Mesmo essas dívidas de curto prazo, sempre nos vencimentos nós prorrogamos essas dívidas com a própria Trexx, que faz o investimento. Essas dívidas são roladas e como todos sabem, não há nenhum incidência de juros, isso de forma alguma preocupa a gestão da Botafogo SA”, encerrou o mandatário.