Presidente da SAF da Lusa afirma que o futebol nacional ainda precisa transformar o interesse gerado pelo Mundial em relacionamento permanente com os torcedores
Foto: Reprodução / Alex BurgeoisO presidente da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, publicou uma nova coluna no portal MKTEsportivo analisando o impacto da Copa do Mundo no comportamento dos torcedores.
No texto, o dirigente avalia que o Mundial representa uma grande oportunidade para o futebol brasileiro, mas que os clubes ainda não conseguem aproveitar plenamente o interesse gerado pela competição.
Ao comentar os números de audiência e engajamento provocados pela convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, Bourgeois destacou que boa parte desse público não acompanha futebol de maneira regular.
Para o presidente da SAF rubro-verde, isso mostra que existe uma audiência adormecida, capaz de se reconectar ao esporte quando há narrativa, emoção e senso de pertencimento.
“O que a Copa faz que o futebol brasileiro não sabe fazer no dia a dia é transformar pessoas que não ligam para o esporte em audiência apaixonada por 45 dias. O torcedor que a Copa desperta já existe. O que falta é intencionalidade para transformar essa conexão emocional em relacionamento permanente com os clubes”, escreveu.
Na avaliação de Bourgeois, a Copa do Mundo funciona como um grande laboratório de construção de audiência. O desafio, segundo ele, é fazer com que os clubes brasileiros consigam transformar o interesse momentâneo em uma relação mais duradoura com seus torcedores.
O dirigente também defende que o período posterior ao Mundial será decisivo para as equipes que desejam ampliar suas bases de apoio. A ideia é converter engajamento em sócios, presença nos estádios, consumo de produtos oficiais e fortalecimento das marcas.
Para Bourgeois, os clubes que se prepararem desde já terão vantagem na disputa pela atenção do público nos próximos anos.
A análise também dialoga com o momento vivido pela Portuguesa SAF, que tem buscado fortalecer sua presença no mercado, ampliar conexões com a comunidade rubro-verde e desenvolver novas formas de relacionamento com o torcedor.
Na visão do dirigente, a Copa não deve ser vista apenas como um evento isolado, mas como uma oportunidade para repensar a forma como os clubes brasileiros se comunicam, criam pertencimento e mantêm seus torcedores próximos no dia a dia.