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Brabas: honra, humildade e resistência em 2023

Por: tsp
2 anos atrás em 26 de novembro de 2023
Foto: REUTERS/Carla Carniel


As Brabas, na final deste domingo (26) contra o São Paulo, presenciaram uma grande presença da torcida, com 40 mil pessoas presentes na Neo Quimica Arena.


Em campo, foram observadas mudanças significativas na formação do time em relação à partida anterior. Jaqueline começou como titular e jogou na posição aberta na esquerda, enquanto Tamires teve mais liberdade no campo. Portilho jogou um pouco mais recuada, com apenas duas jogadoras atrás dela: Tarciane e Mariza. Do lado do São Paulo, a atacante Ariel deu trabalho para a defesa corintiana. O time da casa atacava com oito, às vezes dez jogadoras. O jogo foi disputado e tenso, mas o Corinthians mostrou superioridade no primeiro tempo.


O São Paulo, organizado e sem se intimidar com a pressão, buscou reverter o placar. No entanto, o time feminino do Corinthians contou com o apoio fervoroso de uma torcida em transe, que mesmo diante do gol do São Paulo, cantou alto e com muita força. O resultado final foi de 4 a 1 para o Corinthians, e só não foi maior por causa da excelente atuação da goleira Carlinha, do São Paulo.


O que não mudou com a saída de Elias foi o espírito corintiano de dar tudo de si em campo e lutar por cada bola como se fosse a última. O time continua unido, batalhador, entregue e guerreiro. A cada bola disputada vencida pelo Corinthians, a torcida explodia de alegria. O time e a arquibancada estabeleceram um diálogo sagrado, que demonstra paixão e dedicação. O que falta ao time masculino, sobra ao time feminino.


PROBLEMAS COM A TORCIDA


Apesar dos títulos e das conquistas em campo, o time feminino do Corinthians se viu em uma situação difícil. Após se posicionarem contra a violência de gênero diante da contratação de um treinador masculino condenado por envolvimento em um caso de estupro, as jogadoras foram abandonadas pela torcida. Elas enfrentaram agressões verbais e ameaças nas redes sociais, além de receberem as costas e a indiferença do elenco masculino, que também veste a mesma camisa. Infelizmente, as jogadoras não foram parabenizadas pelos jogadores pela conquista da Libertadores e nem pela histórica goleada sobre o Palmeiras, seu grande rival.


É triste constatar que a atual diretoria, que já não está no poder após ser destituída pelos sócios na véspera da final, no sábado (25), não fez nada para apoiar publicamente as jogadoras. Agora é importante que a nova diretoria, liderada por Augusto Melo, tome medidas para reverter essa situação e mostrar seu apoio às jogadoras do time feminino.




A eleição foi marcada por debates sobre igualdade de gênero, com a atuação das mulheres nos bastidores, e pela exposição de preconceitos de ambos os lados. Ficou claro que essas questões não podem mais ser ignoradas. Augusto esteve presente na final.


Esperamos que, sinceramente, ele tenha compreendido a força do futebol feminino e o potencial da ala feminina da torcida do Corinthians, agora que assumirá a presidência.


O Corinthians continua vivo graças às suas conselheiras, torcedoras e jogadoras.


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