Com a saída de Juan Pablo Vojvoda do Santos, a Série A chegou à sétima troca de comando em sete rodadas e escancarou a pressão imediata por resultado no início da competição.
Foto: Raul Baretta/Divulgação Santos FC O Campeonato Brasileiro de 2026 começou em ritmo intenso também fora das quatro linhas. Em apenas sete rodadas, sete treinadores já deixaram seus cargos, um índice que reforça o ambiente de urgência instalado nos bancos de reserva da Série A. A demissão mais recente foi a de Juan Pablo Vojvoda, desligado pelo Santos na madrugada desta quinta-feira, logo após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, na Vila Belmiro.
Antes de Vojvoda, outros nomes importantes já haviam caído neste início de temporada. Jorge Sampaoli deixou o Atlético-MG, Fernando Diniz foi demitido pelo Vasco, Juan Carlos Osorio caiu no Remo, Filipe Luís saiu do Flamengo, Hernán Crespo foi desligado do São Paulo e Tite não resistiu no Cruzeiro. O cenário ajuda a dimensionar o tamanho da cobrança neste começo de campeonato, mesmo para treinadores de peso e trabalhos que ainda estavam em fase inicial.
O retrato do momento é de baixa tolerância e margem de erro cada vez menor. Em um calendário apertado e em um futebol brasileiro cada vez mais pressionado por investimento, expectativa e resposta imediata, o tempo de trabalho encurtou ainda mais. A consequência é um Brasileirão que, logo nas primeiras rodadas, já trata desempenho ruim como urgência. Essa pressão também ronda outros nomes, como Martín Anselmi, que vive momento conturbado no Botafogo e já convive com críticas, embora ainda tenha respaldo interno.
Com sete quedas em sete rodadas, o Brasileirão de 2026 já dá sinais claros de que será mais uma edição marcada pela pressa, pela instabilidade e pela pouca paciência com seus treinadores.