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Caso de “camarote ilegal” leva São Paulo a votar em expulsão de conselheiros

Mara Casares e Douglas Schwartzmann são investigados por esquema no Morumbis; decisão depende de votação do Conselho

Por: Neila Gonçalves
3 meses atrás em 9 de abril de 2026
Foto: Reprodução/SPFC Play

O São Paulo vive mais um capítulo de tensão nos bastidores. Nesta quarta-feira, o Conselho Deliberativo deu início à votação que pode culminar na exclusão de Mara Casares e Douglas Schwartzmann do quadro social, após denúncias envolvendo o uso irregular de um camarote no Morumbis.

A sessão começou com a leitura do relatório elaborado pela Comissão de Ética, que apontou elementos suficientes para recomendar a expulsão dos dois. Na sequência, ambos apresentaram suas versões aos conselheiros antes do início da votação, realizada de forma online e com prazo para encerramento nesta quinta-feira. Para que a punição máxima seja aplicada, é necessário o apoio de dois terços dos votantes.

O clima já era de pressão antes mesmo do encontro. Um grupo de associados levou faixas ao estádio cobrando uma punição rigorosa, enquanto a reunião interna foi marcada por discursos duros e divergências ao longo das discussões.

O caso gira em torno de um áudio revelado no fim de 2025, no qual os envolvidos aparecem tratando da comercialização de um camarote em dias de eventos. A gravação foi submetida à perícia, que confirmou sua autenticidade, e acabou dando origem a investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.

Durante o processo, as defesas seguiram caminhos distintos. Mara adotou uma postura mais conciliadora, reconhecendo o conteúdo do áudio e ressaltando sua relação com o clube. Já Douglas contestou o material, alegando distorção no contexto e apontando motivações políticas no andamento do caso.

Além da exclusão definitiva, o Conselho também avalia outras possibilidades de punição, como suspensão temporária, inelegibilidade ou afastamento de funções.

A repercussão do episódio foi ampliada após a revelação de que o camarote em questão — localizado em área nobre do estádio — teria sido explorado de forma indevida durante eventos, gerando ganhos financeiros. O caso provocou impactos internos relevantes e segue sendo tratado como um dos mais delicados recentes na política do clube.