Contrato que prevê R$ 140 milhões em antecipação ao clube virou novo ponto de conflito entre Harry Massis e Olten Ayres
Foto: Divulgação/CONMEBOL A disputa pela gestão dos ingressos do Morumbis se tornou mais um capítulo da guerra política nos bastidores do São Paulo. A três meses da eleição presidencial, o presidente Harry Massis e o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, seguem em lados opostos.
O contrato com a Ticketmaster já foi aprovado pelo Conselho Administrativo, mas ainda precisa passar pelo Conselho Deliberativo. O acordo prevê uma antecipação de R$ 140 milhões ao São Paulo, valor considerado fundamental pela diretoria para quitar atrasos nos direitos de imagem de jogadores, que em alguns casos ultrapassam dois meses.
Olten criou uma comissão com quatro conselheiros para analisar o contrato após receber um e-mail de Cesar Sbrighi, gerente de país da NewC no Brasil, empresa que também disputou a gestão dos ingressos. A diretoria de Massis reagiu e afirmou que a proposta da Ticketmaster passou pelos procedimentos exigidos.


A tensão aumentou após um áudio vazado em que Massis pede apoio de grupos políticos para acelerar a votação do acordo. O presidente afirmou que, sem a aprovação, o clube não teria recursos para cumprir seus compromissos financeiros.
O conflito entre os dirigentes não é recente. Massis já tentou afastar Olten da presidência do Conselho Deliberativo, enquanto o atual presidente do CD também esteve envolvido em movimentos contra a gestão. Em agosto, a reforma estatutária defendida por Olten foi rejeitada pelo Conselho, com as 54 alterações propostas sendo derrotadas.
A disputa também se reflete na eleição presidencial marcada para dezembro. Atualmente, seis dos nove grupos políticos apoiam a gestão Massis, enquanto três estão na oposição. Olten apoia a oposição, que tem Marcelinho Portugal Gouvêa como um dos principais nomes para o pleito.