O Pantera enfrenta uma sequência de 10 jogos sem vitórias
Foto: Luiz Fernando Cosenzo/Agência BotafogoA crise do Botafogo-SP na Série B do Campeonato Brasileiro segue se agravando. Com a derrota por 1 a 0 para o Vila Nova, na última rodada, o Pantera chegou à marca de dez jogos consecutivos sem vitória e permanece ameaçado pela zona de rebaixamento da competição.
A equipe de Ribeirão Preto ocupa atualmente a 16ª colocação, com apenas 10 pontos conquistados, e vê a pressão aumentar a cada rodada. A última vitória do Tricolor aconteceu há mais de dois meses, no dia 1º de abril, quando derrotou o América-MG pela segunda rodada da Série B.
Após mais um resultado negativo, o técnico Cláudio Tencati não fugiu da responsabilidade e assumiu, junto com os jogadores, a culpa pelo momento vivido pelo clube. O treinador fez questão de isentar a diretoria e apontou que a responsabilidade pela recuperação está dentro do vestiário.
“Jogadores e comissão técnica. Só eles são culpados. Não tem culpa de ninguém no externo dos jogadores e comissão técnica. O clube tem entregue o melhor dele para a gente. O clube tem oferecido o melhor dele para a gente. Então, se existem responsáveis, hoje somos nós. Nós nos colocamos nessa situação e nós é que vamos ter que sair dessa situação”, afirmou.
Além de assumir a responsabilidade pela campanha, Tencati deixou claro que pretende tomar medidas caso perceba falta de comprometimento dentro do elenco. O treinador afirmou que mudanças poderão acontecer caso algum atleta não demonstre disposição para enfrentar o momento difícil.
“Aqueles que daqui a pouco entenderem assim: ‘perdeu a confiança’, ‘não consigo entregar’, eles vão embora. Nós vamos buscar alternativas e vamos fazer mudanças. Então, eu não vou ser omisso nessa parte. Se a gente entender que alguém vai começar a se entregar, então não pode fazer parte do Botafogo. Quem vai ficar no Botafogo tem que querer mais, tem que se entregar mais, tem que fazer mais”, declarou.
Por fim, o comandante também destacou que apenas discursos não serão suficientes para mudar o cenário do Pantera na competição. Segundo ele, o momento exige atitude e respostas práticas dentro de campo.
“É atitude. Se a gente não tiver atitude, vai ficar sempre com o discurso e ela não muda. Então começa pela nossa atitude, pela atitude dos atletas. Como eu disse, quem tem que resolver somos nós. É trabalhar mais, fazer mais, identificar se realmente existe algo que não está fluindo e que precisa mudar”, completou.




