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Conheça os adversários do Mirassol no grupo G da Libertadores

Estreante na competição continental, Leão terá pela frente a campeã LDU Quito, o embalado Lanús e o Always Ready, que transforma El Alto em uma de suas principais armas

Por: Jhonatan Moraes
2 horas atrás em 20 de março de 2026
Foto: Divulgação/Libertadores

O Mirassol terá um grupo de peso em sua primeira participação na Copa Libertadores. No Grupo G, o time paulista vai medir forças com três adversários de perfis bem distintos: a tradicional LDU Quito, dona de conquistas importantes no continente, o Lanús, atual campeão da Sul-Americana e da Recopa, e o Always Ready, atual campeão boliviano e dono de um dos mandos mais temidos da América do Sul.

A chave coloca o Leão diante de rivais com rodagem internacional, elencos competitivos e cenários desafiadores. Entre tradição, momento recente e fatores como a altitude, o caminho do Mirassol na fase de grupos promete ser dos mais duros para um estreante.

Lanús (Argentina)

Atual campeão da Copa Sul-Americana e da Recopa, o Lanús aparece como um dos adversários mais qualificados do grupo. O clube argentino ainda busca seu primeiro título de Libertadores, mas já mostrou força no torneio ao ser vice-campeão em 2017, justamente na última vez em que disputou a competição. Agora, retorna ao principal torneio do continente vivendo um momento de alta e sustentado por campanhas consistentes.

Comandado por Mauricio Pellegrino, o time grená alia experiência e bom momento. Ex-zagueiro de carreira sólida e com passagem por clubes europeus como auxiliar e treinador, Pellegrino dirige uma equipe que faz boa campanha no Apertura argentino. Dentro de campo, o principal destaque é o meia Marcelino Moreno, camisa 10 e peça central do setor criativo. Já o tradicional estádio Ciudad de Lanús, a La Fortaleza, será o palco de um dos compromissos mais pesados do Mirassol fora de casa.

LDU (Equador)

Campeã da Libertadores em 2008 após a histórica final contra o Fluminense, a equipe equatoriana também soma duas Copas Sul-Americanas e duas Recopas, além de figurar entre os clubes mais respeitados do continente. O currículo faz da LDU um dos grandes testes para o Mirassol logo em sua estreia no torneio.

A equipe é comandada por Tiago Nunes, treinador brasileiro que assumiu o clube em 2025 e levou a LDU à semifinal da última Libertadores. Mandando seus jogos na Casa Blanca, em Quito, a 2.734 metros de altitude, o time equatoriano também costuma fazer da atmosfera em casa um trunfo importante. No elenco, o destaque individual é Janner Corozo, atacante de velocidade e boa capacidade de desequilíbrio, apontado como uma das principais armas ofensivas da equipe.

Always Ready (Bolívia)

O Always Ready chega à Libertadores em alta após conquistar o título boliviano e confirmar mais uma participação no torneio. Apesar de ainda buscar sua primeira classificação ao mata-mata da competição, o clube vem se consolidando no cenário sul-americano com investimento, regularidade nacional e um contexto de jogo que costuma incomodar qualquer adversário.

A principal arma da equipe está em El Alto. O Municipal de El Alto, conhecido como Villa Ingenio, fica a mais de 4 mil metros acima do nível do mar e é um dos estádios mais temidos da América do Sul. Sob comando de Julio César Baldivieso, o time boliviano aposta na força do mando e no faro de gol do centroavante Héctor Bobadilla, destaque ofensivo da equipe. Para o Mirassol, será um duelo em que a parte técnica divide espaço com a exigência física e mental de atuar em uma das condições mais extremas do continente.