Apesar da reação antes da pausa para a Copa do Mundo, Timão tem o segundo pior ataque da competição e sofre com a falta de um goleado
Foto: Rodrigo Coca/CorinthiansO Corinthians conseguiu encerrar o primeiro semestre em uma situação mais confortável no Campeonato Brasileiro. Após uma sequência positiva antes da paralisação para a Copa do Mundo, o Timão venceu Atlético-MG e Grêmio, chegou aos 24 pontos e subiu para a décima colocação da tabela.
Apesar da recuperação, um problema segue chamando a atenção no Parque São Jorge: a dificuldade para marcar gols. Com apenas 18 tentos anotados em 18 rodadas, o Corinthians possui o segundo pior ataque do Brasileirão, ficando à frente apenas da Chapecoense, que marcou 17 vezes.
Os números evidenciam a falta de protagonismo do setor ofensivo alvinegro. O principal artilheiro da equipe na competição é o meia André Luiz, com três gols. Logo atrás aparecem Rodrigo Garro e Breno Bidon, ambos com dois.
Entre os atacantes, o cenário é ainda mais preocupante. Kaio César, Memphis Depay e Yuri Alberto marcaram apenas um gol cada até a pausa para a Copa do Mundo. A ausência de um goleador faz com que a responsabilidade ofensiva fique distribuída por diferentes setores do elenco.
Além dos meias, jogadores de defesa também contribuíram com gols na campanha, casos de Matheus Bidu, João Pedro Tchoca, Gabriel Paulista e Matheuzinho. O dado reforça a dificuldade dos homens de frente em assumir o protagonismo nas finalizações.
O desempenho atual contrasta com temporadas recentes. Em 2024 e 2025, Yuri Alberto foi uma das principais referências ofensivas da equipe e figurou entre os artilheiros do clube. Em 2026, no entanto, o camisa 9 ainda não conseguiu repetir o mesmo rendimento dentro do Campeonato Brasileiro.
Mesmo com os problemas ofensivos, o Corinthians segue vivo nas principais competições da temporada. A equipe está classificada para as oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil, mas sabe que precisará melhorar sua eficiência no ataque para sonhar com campanhas mais sólidas no segundo semestre.
A pausa para a Copa do Mundo será vista como uma oportunidade para ajustes. A comissão técnica espera aproveitar o período para corrigir falhas ofensivas e encontrar alternativas que permitam ao Timão transformar o volume de jogo em mais gols na sequência da temporada.




