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Corinthians perde para o Arsenal e fica com vice no Mundial Feminino

Brabas mostram raça contra o Arsenal, levam para a prorrogação, mas são derrotadas e ficam com segundo lugar

Por: Vinícios Cotrim
2 horas atrás em 1 de fevereiro de 2026
Foto: FIFA

Na tarde deste domingo, 1º de fevereiro, o Corinthians entrou em campo em partida histórica pela Copa das Campeãs da FIFA. No Emirates Stadium, em Londres, na Inglaterra, as Brabas enfrentaram o Arsenal pela grande final do torneio, mas foram derrotadas por 3 a 2 em jogo emocionante com gols nos acréscimos e prorrogação.

Escalações

Corinthians: Lelê; Gi Fernandes, Thais Ferreira, Letícia Teles e Tamires; Ana Vitória, Duda Sampaio e Andressa Alves; Jaqueline, Belén Aquino e Gabi Zanotti. Técnico: Lucas Piccinato;

Arsenal: Borbe, Fox, Wubben-Moy, Catley, McCabe, Little, Mariona, Russo, Mead, Smith, Blacksteniu. Técnica: Renée Slegers.

Primeiro tempo

A etapa inicial começou com o Arsenal detendo a posse de bola e exigindo grandes intervenções da goleira Lelê, que salvou o Corinthians logo aos quatro minutos em um duelo cara a cara com Russo. Após uma resposta das Brabas em finalização de Gabi Zanotti, o time inglês abriu o placar aos 14 minutos: Letícia Teles falhou na interceptação e, após Lelê operar um milagre no primeiro chute, Smith aproveitou o rebote para marcar com o gol aberto.

O Corinthians não se abateu e quase igualou com Duda Sampaio, que carimbou o travessão. O empate veio aos 21 minutos, quando Gabi Zanotti subiu mais alto que a defesa em cobrança de escanteio e cabeceou firme; a goleira ainda tentou a defesa, mas a bola já havia ultrapassado a linha.

Na reta final do primeiro tempo, o Arsenal seguiu pressionando, mas esbarrou em uma atuação inspirada de Lelê. A arqueira corinthiana realizou defesas cruciais em cabeçadas e chutes de longa distância, garantindo que o placar de 1 a 1 permanecesse inalterado até o intervalo, apesar do volume ofensivo das inglesas.

Segundo tempo

A etapa final começou com o Arsenal mantendo a pressão e obrigando o sistema defensivo do Corinthians a trabalhar dobrado, com intervenções cruciais de Lelê e Letícia Teles. A resistência das Brabas, porém, foi superada aos 13 minutos, quando a zagueira Wubben-Moy subiu livre após cruzamento pela direita e cabeceou no canto, colocando as inglesas novamente em vantagem.

Em busca do empate, Lucas Piccinato promoveu mudanças ofensivas, incluindo a entrada da jovem Jhonson, que teve uma chance clara cara a cara com a goleira, mas parou na defesa de Borbe. O Corinthians suportou novas investidas do Arsenal e, já nos minutos finais, viu a estreante Gisela Robledo sofrer um pênalti, confirmado após revisão do VAR aos 45 minutos.

Na marca da cal, a artilheira histórica Vic Albuquerque assumiu a responsabilidade e cobrou com frieza no meio do gol, garantindo o empate dramático. O placar de 2 a 2 selou um confronto de superação das Brabas diante de uma das potências do futebol europeu.

Prorrogação

O Corinthians iniciou o tempo extra com intensidade, quase virando o jogo em um desvio de Vic Albuquerque que exigiu grande defesa da goleira adversária. No entanto, o Arsenal retomou o controle e aproveitou um erro na saída de bola das Brabas: aos 10 minutos do primeiro tempo da prorrogação, após um vacilo de Duda Sampaio, Foord recebeu em velocidade no contra-ataque e finalizou no canto, colocando as inglesas novamente à frente.

No segundo tempo da prorrogação, o Timão adotou uma marcação alta e pressionou o campo de defesa do Arsenal. Vic Albuquerque teve nova oportunidade de igualar o marcador, mas acabou finalizando para fora. O jogo ainda contou com uma longa paralisação de sete minutos para o atendimento e substituição da goleira inglesa, mas a barreira defensiva europeia prevaleceu.

Apesar da pressão final e do esforço físico das Brabas até o último segundo, o placar terminou em 3 a 2 para o Arsenal. O Corinthians se despediu do confronto com uma atuação corajosa, caindo apenas nos detalhes diante da equipe londrina.