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Corinthians recebe terceiro transfer ban por atraso em acordo da CNRD

Clube é punido pela terceira vez em dois meses e fica impedido de registrar novos jogadores por seis meses após atraso no pagamento de parcela de aproximadamente R$ 8 milhões

Por: Jhonatan Moraes
2 horas atrás em 18 de julho de 2026
Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

O Corinthians recebeu mais um transfer ban e está impedido de registrar novos jogadores pelos próximos seis meses. A punição foi aplicada em razão do atraso no pagamento da quinta parcela do acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A parcela, com vencimento na última sexta-feira, tem valor aproximado de R$ 8 milhões. Até o momento, a diretoria alvinegra não estipulou um prazo para regularizar a pendência.

Esta é a terceira punição sofrida pelo Corinthians em um intervalo de apenas dois meses. Diferentemente das duas anteriores, que foram impostas pela Fifa, a sanção desta vez foi aplicada pela CNRD em razão do descumprimento do cronograma de pagamentos do acordo coletivo firmado com credores.

O primeiro transfer ban da sequência ocorreu por conta da dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, referente à contratação do volante José Martínez, realizada em 2024.

Já a segunda punição foi aplicada na última semana, após o clube deixar de quitar uma multa disciplinar de US$ 225 mil (cerca de R$ 1,15 milhão). A penalidade foi motivada por atrasos no cumprimento de obrigações financeiras envolvendo as negociações de José Martínez, Charles, ex-Midtjylland, da Dinamarca, e Talles Magno, junto ao New York City FC, dos Estados Unidos.

O atraso no pagamento das parcelas da CNRD não é um caso isolado. Nas duas primeiras prestações do acordo, o Corinthians também efetuou os pagamentos após o vencimento. Na ocasião, a diretoria entendia que o prazo de cinco dias para apresentação do comprovante de pagamento também permitia a quitação dentro desse período.

A interpretação, porém, não foi aceita pela CNRD, que aplicou um transfer ban imediatamente após o atraso. Mesmo com o pagamento sendo realizado no dia seguinte, a Câmara manteve a punição.

O acordo coletivo foi homologado em abril do ano passado como forma de organizar o pagamento de dívidas cobradas por clubes, jogadores e empresários. O plano prevê a quitação de R$ 76 milhões em parcelas trimestrais ao longo de seis anos.

Conforme estabelecido no acordo, 80% de cada parcela é destinado ao credor principal do processo, enquanto os 20% restantes são utilizados para o pagamento dos honorários advocatícios.