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Crespo aposta na base para suprir carências no São Paulo

Por: Neila Gonçalves
2 horas atrás em 28 de janeiro de 2026

Mesmo sem conseguir atender a todos os pedidos de reforços no mercado, Hernán Crespo deve encontrar soluções dentro de casa para preencher lacunas no elenco do São Paulo. Com o encerramento da Copa São Paulo de Futebol Júnior — na qual o Tricolor ficou com o vice-campeonato após derrota para o Cruzeiro —, alguns jovens formados em Cotia passaram a figurar no radar do treinador argentino.

Entre os nomes mais bem avaliados estão Nícolas Bosshardt e Paulinho, considerados internamente as principais promessas da base. Nícolas já treina diariamente no CT da Barra Funda desde o início da temporada, enquanto Paulinho, mesmo em recuperação de uma lesão no joelho sofrida na final da Copinha, seguirá integrado de forma definitiva ao elenco principal, também por conta da idade.

Outros atletas seguem sendo observados de perto pela comissão técnica. Pedro Ferreira ganhou destaque recente ao dar uma assistência para Calleri na vitória sobre a Portuguesa, reforçando sua candidatura como opção no grupo profissional.

A diretoria e a comissão técnica trabalham com a possibilidade de promover entre cinco e seis jogadores da base ao longo da
temporada. Para a lateral direita, Igor Felisberto, que tem contrato até 2029, aparece como uma alternativa considerada por Crespo.

Além deles, o treinador continua avaliando outros talentos que se destacaram na Copinha, como Isac, Tetê e Matheus Ferreira. A avaliação interna é de que o trio possui potencial, mas pode precisar de mais tempo de amadurecimento antes de se firmar no time principal.

O São Paulo terá uma sequência pesada pela frente, começando pelo duelo contra o Flamengo, em um calendário considerado apertado internamente, o que reforça a importância de ampliar as opções no elenco.

Nos bastidores, a diretoria também discute uma mudança de postura em relação aos atletas formados em Cotia. Muitos dos jovens monitorados já despertam interesse de outros clubes, caso de Nícolas Bosshardt. Em temporadas anteriores, o clube foi alvo de críticas por negociar jogadores por valores considerados abaixo do mercado, sob o argumento de necessidade financeira.

Com Harry Massis à frente da presidência e mudanças na cúpula diretiva, o São Paulo sinaliza um novo posicionamento. A intenção é, se houver negociações, buscar propostas mais vantajosas e alinhadas tanto ao planejamento esportivo quanto ao financeiro do clube.