Treinador destaca recuperação do elenco, admite erros decisivos e projeta reação no Brasileirão
Foto: Reprodução/ESPN A eliminação do São Paulo diante do Palmeiras, por 2 a 1, na semifinal do Campeonato Paulista, foi tratada por Hernán Crespo como um resultado doloroso, mas que não apaga o progresso construído ao longo da competição. O treinador reconheceu a superioridade palmeirense nos detalhes decisivos, mas fez questão de valorizar o crescimento coletivo do elenco tricolor.
— Não é fácil vir jogar aqui contra o Palmeiras, tem grandes qualidades, jogadores de grande hierarquia. Talvez não tivemos na frente a qualidade que pretendemos, encontrar facilmente Lucas e Luciano. Tentamos de todo jeito. Controlamos muito bem eles. Começamos a fazer o padrão do jogo na segunda parte do primeiro tempo. Eles fazem 1 a 0 no rebote. As características deles são essas, sabem aproveitar pequenos detalhes que erramos. Sabíamos que não poderíamos cometer.
Mesmo abatido pela eliminação, o argentino ressaltou a reconstrução vivida pelo time após um início de campeonato instável.
— É valorizar o que fizemos até aqui. Estamos tristes, ninguém gosta de perder. Essa competição me deu um grupo muito unido e recuperamos jogadores como Calleri, Lucas, Enzo, André Silva. O caminho é muito positivo. Todos sabem o que o São Paulo vai fazer e brigar. O resultado não é legal, mas o percurso feito foi legal.
Para Crespo, os gols sofridos nasceram de erros pontuais, que em jogos grandes costumam ser determinantes.
— Faltou um pouco de precisão. Nesse tipo de jogos, os detalhes fazem a diferente. Eles aproveitaram, no primeiro gol era um lateral pra nós que perdemos a bola e virou um bate rebate. No segundo, uma bola parada que não marcamos como poderíamos marcar. Eles tem hierarquia para te fazer pagar caro quando comete erros. Essas situações temos que aprender e o caminho é claro. O grupo sabe, está unido e vai trabalhar. A temporada é longa.
O técnico também explicou a opção por Luan como titular no clássico, decisão tomada por questões estratégicas e físicas.
— Escolha foi pelo Luan em cima das características do rival, que joga na bola longa e precisávamos de um jogador fisicamente como o Luan. Pessoalmente, acho que deu certo. Eles tiveram dificuldades. Mas depois o jogo muda. Tivemos que arriscar com Danielzinho porque o jogo precisava de outra coisa.
Agora, com a queda no estadual, o São Paulo terá um período de preparação antes da sequência do Brasileirão. Crespo preferiu olhar o cenário de maneira positiva.
— Temos que olhar sempre o copo cheio. Vamos ter 12 dias para recuperar forças, para curar a ferida e continuar. Temos Chapecoense, Atlético-MG, Bragantino e Palmeiras. No Brasileirão estamos bem e temos que continuar. Acreditar no trabalho que fazemos todos os dias. Tentar fazer passar essa tristeza, sabendo que fizemos um trabalho muito importante e recuperamos jogadores.
Eliminado do Paulistão, o Tricolor volta a campo no dia 12, contra a Chapecoense, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, competição em que ocupa as primeiras posições na tabela.
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