Técnico afirmou que o episódio poderia ter sido evitado e também cobrou postura de Gabigol após substituição
Cuca em Recoleta x Santos — Foto: Raul Baretta/Santos FCO técnico Cuca lamentou o desentendimento entre Neymar e Robinho Jr. durante o treinamento do Santos no último domingo, dois dias antes do empate por 1 a 1 com o Deportivo Recoleta, pela quarta rodada da Copa Sul-Americana.
A confusão ganhou novo capítulo na segunda-feira, quando Robinho Jr. enviou uma notificação extrajudicial ao Santos. No documento, o jogador acusa Neymar de agredi-lo com uma rasteira e um tapa “violento” no rosto durante a atividade.
Após a partida contra a equipe paraguaia, Cuca afirmou que comandava o treino no momento do episódio e reconheceu que a situação não foi positiva para o ambiente do clube.
“Fui eu que apitei o treino. O que passou lá, lógico, não é legal. Lógico, a gente não pode passar o pano. Isso acontece no futebol. Apesar de acontecer no futebol, são coisas que podem ser evitadas”, afirmou o treinador.
Cuca também lamentou a exposição negativa do Santos no caso e evitou apontar um culpado pelo desentendimento entre os jogadores, que mantêm uma relação de “padrinho” e “apadrinhado” no dia a dia do clube.
“Assim, sinceramente, do coração, quem está certo na história? Ninguém. Então, se todo mundo perde numa história dessa, na verdade, o único que perde realmente é o Santos. Tem o nome ventilado em coisas ruins”, completou.
Além do episódio envolvendo Neymar e Robinho Jr., o treinador também fez uma cobrança pública a Gabigol, que não permaneceu no banco de reservas após ser substituído contra o Recoleta.
“Vou perguntar para ele por que ele não ficou junto com os companheiros. Ele deve ter um motivo. Na minha opinião, a substituição se fez necessária. Agora tem que saber por que ele não ficou no banco. Eu acho que ele deveria ter ficado no banco junto com os companheiros e será cobrado por isso”, declarou.