Volante ganha protagonismo tático e sustenta equilíbrio do Tricolor no empate diante do Santos, na Vila Belmiro
Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC O empate do São Paulo com o Santos, na Vila Belmiro, evidenciou ainda mais uma tendência que vem se fortalecendo ao longo da temporada: Danielzinho deixou de ser apenas uma aposta promissora para assumir papel determinante na estrutura da equipe comandada por Hernán Crespo.
Contratado após se destacar pelo Mirassol, o volante rapidamente ganhou espaço em um meio-campo que buscava maior consistência, capacidade de leitura e presença constante em diferentes fases do jogo — características que se tornam ainda mais relevantes em confrontos de maior intensidade.
Sem chegar cercado por grande expectativa midiática, Danielzinho encontrou no Morumbi o ambiente ideal para potencializar um estilo de jogo funcional e coletivo. Sua atuação tem sido marcada mais pela eficiência tática do que por lances individuais chamativos, mas com impacto direto no desempenho da equipe.
No clássico contra o Santos, o meio-campista voltou a se destacar pelo volume de jogo. Foi o atleta que mais recuperou bolas, contribuiu de forma decisiva na proteção defensiva e participou ativamente da construção ofensiva, oferecendo opções de passe e auxiliando na fluidez da saída de bola.
A sequência de boas atuações reforça a percepção de que o São Paulo encontrou um jogador capaz de conectar os setores do campo sem comprometer o ritmo coletivo — uma lacuna que o clube buscava preencher há algumas temporadas.
Se no Mirassol Danielzinho já era reconhecido pela inteligência tática e constância, no São Paulo essas qualidades passaram a ser testadas em partidas de maior pressão, incluindo clássicos e jogos decisivos, ampliando sua relevância dentro do elenco.
Enquanto o volante sustenta o equilíbrio no meio-campo, o ataque tricolor continua encontrando em Jonathan Calleri sua principal referência. Especialista no jogo aéreo, o argentino mantém influência direta nos momentos decisivos e chegou à marca de 14 gols em clássicos paulistas, igualando números de Luciano e Gabigol nesse tipo de confronto.
Com diferentes peças assumindo papéis complementares, o São Paulo segue construindo uma identidade mais sólida dentro de campo, com Danielzinho se firmando cada vez mais como um dos pilares do sistema de Crespo.