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Destaque da Série A3, Alan Uchoa fala sobre campanha ao TSP

Por: André Victor Lima e Silva
4 meses atrás em 8 de maio de 2025


No Exclusiva TSP, nosso quadro no YouTube, entrevistamos Alan Uchoa, zagueiro do Sertãozinho, que foi eleito um dos melhores zagueiros da Série A3 do Campeonato Paulista, após uma temporada histórica em que o time conquistou o título da divisão. Alan, que também foi o segundo jogador com maior minutagem da competição, falou sobre sua trajetória no futebol, o acesso conquistado e a importância de ter superado tantos desafios.


Sobre ser o segundo jogador com maior minutagem da Série A3
Alan destacou a importância de estar disponível para o treinador em praticamente todos os jogos. Para ele, a chave para manter uma sequência tão grande de jogos foi a mentalidade forte, além da preparação física. Ele comentou:




“Para mim, é muito importante jogar praticamente que cem por cento dos jogos, né? Você está disponível ali para o treinador. É importante, né? Você acaba… querendo ou não, você acaba sendo importante para o grupo, para o treinador também, porque ele sabe que pode contar com você. Mas, cara, um dos fatores primordiais para essa sequência, de fazer grandes números de jogos. eu vejo muito a questão mental, né? A sua mentalidade, ela tem que estar forte, tem que estar com… Por mais que tenham fatores externos, né, que, às vezes, não contribuem para uma boa recuperação como estrutura… tempo, né, o campeonato ele é muito curto, o jogo, o quarto de sábado, é uma rotina bem puxada, viagem de ônibus. Mas o principal, assim, no meu ponto de vista, é o fator mental. O fator mental, pra mim, foi um dos pontos-chave, né?”



Sobre o seu aprendizado ao passar por diferentes facetas do futebol nacional
Ao falar sobre a experiência que adquiriu ao longo da sua carreira, Alan refletiu sobre como a adaptação a clubes com estruturas diferentes ajudou no seu crescimento. Ele aprendeu a lidar com limitações e a se preocupar com sua preparação fora de campo:




“Quando eu vou para algum clube que eu vejo que a estrutura não é tão boa ou tão ideal como deveria ser, eu já preparo a minha mente para aquilo ali, para entender que isso aqui eu não vou ter, eu vou ter que fazer coisas a mais, vou ter que fazer coisas por fora, vou ter que comprar uma suplementação, vou ter que reforçar a minha alimentação em casa, eu vou ter que fazer coisas que o clube não está me dando naquele momento. Então, assim, muitos jogadores, eles têm essa dificuldade, né? De que eles acabam chegando em clubes que eles encontram situações, assim, dessas limitações. E assim, pô, aqui não tem isso, aqui não tem aquilo. E acaba, o cara acaba abraçando aquela situação ruim e ele não desenvolve tudo aquilo que ele deveria desenvolver.”



Sobre o “Jogo do Acesso” contra o Marília
O zagueiro também comentou sobre o jogo histórico contra o Marília, que garantiu o acesso à Série A2. Para ele, esse jogo teve um gosto especial, não só pela importância da partida, mas pelo fato de o Sertãozinho ser considerado uma surpresa na competição:




“Eu confesso que esse jogo do Marília também teve algo especial. Algo especial por tudo que foi o campeonato. A forma como a imprensa também estava tratando o Sertãozinho, nós ali, como não os favoritos ou como um clube que seria uma surpresa. Que está entre os quatro ali disputando o jogo do Acesso. Então teve esse sabor, esse ingrediente a mais, porque nós estávamos, tinha muitas coisas que não eram ao nosso favor.”



Mais detalhes sobre o jogo do acesso
Alan detalhou o momento da expulsão do jogador adversário e a mudança de postura do Marília, o que dificultou a partida para o Sertãozinho. Apesar disso, o time se manteve firme e conseguiu segurar a pressão até o final:




“Assim, por volta de entre quinze, vinte minutos, se eu não estiver enganado, o jogador deles é expulso, né? E era um momento, assim, que nós pensávamos, pô, agora o jogo vai ficar mais tranquilo, né? Mas muito pelo contrário, ficou um jogo ainda mais difícil, né? Porque o Marília começou a se lançar sem nenhuma responsabilidade, precisando do resultado, a torcida empurrando. Para eles, acredito que era tudo ou nada, né? E jogadores com jogadores de qualidade, jogadores experientes, acostumados com esse tipo de cenário. Então, acabou que ficou um jogo meio difícil.”



Sobre ser campeão ou conquistar o acesso diante do torcedor do Sertãozinho
Para Alan, conquistar o acesso diante da torcida Grená seria um momento inesquecível, especialmente após anos de desafios e dificuldades vividas pelo clube:






“Comemorar diante do nosso torcedor seria algo especial demais. O torcedor do Sertãozinho, o torcedor Grená, ele tem sofrido, estava sofrendo nos últimos anos, com um meio desacreditado dos eventos que eram formados, das performances que vinham acontecendo nos últimos anos. Então, nós vimos esse ano, assim mesmo, nós estávamos até o jogo do Maranhão, estávamos com treze jogos invictos, alguma coisa assim, não lembro direito. E nós víamos nos jogos em casa uma presença pequena de torcedores, que nós até imaginávamos. Acho que até o jogo do Marília na volta e o primeiro jogo da final teve uma presença bacana. Mas no decorrer do campeonato, uma ausência do torcedor, uma distância dos torcedores.”



Sobre o trabalho do treinador Marcelo Marelli, hoje no São José
Por fim, Alan fez questão de destacar o trabalho de Marcelo Marelli, o treinador que foi um dos principais responsáveis pela conquista da Série A3, destacando a importância da liderança do técnico, que foi fundamental para o sucesso do time:




“Cara, o Marelli, eu posso dizer que ele é um dos líderes principais dessa conquista, mas tudo começa pela montagem do elenco. Teve outras pessoas que cooperaram também, a parte da diretoria, o setor de análise do clube, mas o Marelli foi um cara primordial, até mesmo eu brinco com ele, que está enchendo o meu saco no final do ano passado. Me ligava quase todo dia. Pô, vem pra cá e tal, não sei o quê. Vamos trabalhar junto. Nossa, ele me ligou muitas vezes.”



Confira a entrevista na íntegra: