Meia argentino alega atrasos salariais e falta de depósitos do FGTS e quer ficar livre do contrato
Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC O meia argentino Diego Torres entrou na Justiça contra o Guarani cobrando R$ 1.620.234,97 e solicitando a rescisão indireta do contrato com o clube. A ação foi protocolada na manhã de sábado, na 12ª Vara do Trabalho de Campinas, e a defesa do jogador também pediu urgência na decisão para que ele possa negociar com outra equipe antes do fim da janela de transferências, em 11 de setembro.
Segundo a defesa de Diego Torres, o Guarani descumpriu obrigações trabalhistas e contratuais ao deixar de pagar salários e outras verbas. O processo aponta atrasos referentes aos meses de julho e agosto, além de valores de direitos de imagem, luvas, auxílio-moradia e 13º salário. O jogador também cobra depósitos de FGTS que, segundo a ação, não foram realizados entre fevereiro e agosto de 2026.
Entre os valores cobrados estão R$ 120 mil em salários atrasados, R$ 20 mil de auxílio-moradia, R$ 210 mil em direitos de imagem, R$ 80 mil em luvas e R$ 79,7 mil referentes ao FGTS. Também aparecem na ação R$ 75,8 mil de 13º de 2025, R$ 86,6 mil de 13º de 2026, R$ 173,3 mil de férias integrais mais um terço, R$ 43,3 mil de férias proporcionais, além de R$ 130 mil de multa da CLT, R$ 390 mil de cláusula compensatória e R$ 211,3 mil em honorários.


A situação ocorre após o clube afirmar que havia chegado a um acordo com o atleta para a rescisão contratual. Em 25 de agosto, o executivo de futebol Carlos Frontini declarou que as partes tinham finalizado os termos e que faltava apenas a assinatura. Segundo o dirigente, o acordo reduziria em mais de 65% o valor que o Guarani teria de pagar ao jogador.
Em nota, o clube afirmou que, caso seja formalmente comunicado, o processo representará uma mudança de posição do jogador em relação a um acordo que já havia sido previamente alinhado entre as partes.
Contratado como um dos principais reforços do Guarani para 2025, Diego Torres disputou 17 partidas na temporada, com três gols e três assistências. Em 2026, teve participação reduzida, com cinco jogos no Campeonato Paulista e três na Série C.
O meia tinha um dos maiores salários do elenco e chegou a ser peça importante na campanha do Guarani na reta final da Série C de 2025.