Diniz completa 21 jogos e iguala marca de Dorival no Corinthians

Treinador alcança 21 jogos no comando do Timão com desempenho superior ao antecessor

Por: Jhonatan Moraes
1 hora atrás em 7 de agosto de 2026
Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

A eliminação do Corinthians nas oitavas de final da Copa do Brasil também marcou um momento simbólico para Fernando Diniz. Com a derrota no confronto diante do Internacional, o treinador chegou aos mesmos 21 jogos oficiais comandados por Dorival Júnior na temporada de 2026, mas com números superiores aos do antecessor.

Desde que assumiu o Timão, Diniz soma 11 vitórias, seis empates e quatro derrotas, alcançando aproveitamento de 62% nos 21 compromissos oficiais. No período, a equipe marcou 26 gols e sofreu 16. O treinador ainda comandou o Corinthians em um amistoso durante a pausa para a Copa do Mundo, empatando por 1 a 1 com o Cascavel.

Dorival Júnior, por sua vez, encerrou sua passagem nesta temporada com sete vitórias, sete empates e sete derrotas, registrando aproveitamento de 44%. Sob seu comando, o Corinthians balançou as redes 21 vezes e sofreu 19 gols.

Apesar dos números mais positivos, Diniz sofreu sua primeira grande decepção no comando alvinegro justamente em um confronto eliminatório. Após perder por 2 a 0 no Beira-Rio, o Corinthians venceu o Internacional por 2 a 1 na Neo Química Arena, mas não conseguiu reverter a desvantagem e acabou eliminado da Copa do Brasil.

Antes de deixar o clube, Dorival conquistou a Supercopa Rei sobre o Flamengo nesta temporada, mas caiu na semifinal do Campeonato Paulista diante do Novorizontino. Em 2025, também sob seu comando, o Timão levantou o título da Copa do Brasil e foi eliminado ainda na fase de grupos da Copa Sul-Americana.

Após a eliminação, Fernando Diniz voltou a defender sua filosofia de trabalho e destacou que o principal objetivo é fazer com que os jogadores entreguem o máximo dentro de campo.

“A coisa mais importante quando falam do meu trabalho, do ‘Dinizismo’, é dar aos jogadores a consciência de que o futebol nos exige o máximo o tempo todo. Para mim, a parte tática não é a mais importante. Ela acompanha algo maior, que é o futebol sendo a nossa vida. Não podemos relaxar, temos que dar o máximo.”

O treinador também reforçou que, mais do que ajustes técnicos, busca desenvolver uma postura competitiva em seus atletas.

“Não sei se a palavra certa é correção. É colocar na cabeça e no coração dos atletas que temos que entregar o máximo. Não controlamos o resultado, mas temos que ter consciência daquilo que podemos entregar em termos de dedicação e coragem, sobretudo nesses jogos de mata-mata.”