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Diniz exalta “espírito de luta” do Corinthians em empate no Dérbi

Treinador valoriza entrega do time com dois a menos e destaca sintonia com a torcida na Neo Química Arena

Por: Neila Gonçalves
1 dia atrás em 13 de abril de 2026
Foto: Reprodução/TV Corinthians

O técnico Fernando Diniz valorizou o desempenho do Corinthians no empate sem gols diante do Palmeiras, neste domingo, na Neo Química Arena, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo com as expulsões de André, ainda no primeiro tempo, e Matheuzinho, na etapa final, o Timão conseguiu suportar a pressão adversária e somar um ponto no clássico.

Além da resistência dentro de campo, o treinador fez questão de destacar a entrega da equipe e a sintonia com a torcida corintiana.

“Acho que o Corinthians deu demonstração da força da equipe, espírito de luta. Foi um jogo que vai ficar marcado pela entrega, a representação que teve da sua torcida em campo. Time e torcida jogaram no mesmo tom. Quem estava no campo estava lutando, como é o lema da torcida. Lutando sem parar. O time está de parabéns. Aprendemos, no sentido positivo, que a gente consegue ser competitivo”, analisou.

Com o resultado, o Corinthians segue próximo da zona de rebaixamento, ocupando a 16ª colocação, com 10 pontos somados em 11 rodadas. Mesmo assim, Diniz enxergou pontos positivos na organização da equipe durante a partida, principalmente no comportamento tático diante das adversidades.

“Em relação à parte tática, o time tinha uma consistência tática para marcar, com Garro e Yuri na frente. A notícia boa é que o Garro não consegue jogar só de dez. Hoje ele conseguiu cumprir uma função bem diferente e bem. O time está de parabéns. Depois, quando teve a segunda expulsão, fizemos duas linhas de quatro. O Yuri precisa ser exaltado, foi para a função do Garro. É um jogador muito dedicado. Enquanto o Kayke aguentou preservei ele, mantive. Depois, coloquei o Jesse (Lingard). O Yuri conseguiu cumprir bem a função tática, conseguiu ajudar”, explicou.

O treinador também comentou sobre a proposta de jogo e a tentativa de implementar suas ideias mesmo com pouco tempo de trabalho.

“Certamente é uma característica que eu proponho, de aproximação e inversão de corredor. O Corinthians vive um momento de instabilidade, mas esse mesmo Corinthians que teve um momento ruim foi campeão recentemente. Tive a oportunidade de jogar contra e era um time bem treinado. A tendência é a gente variar o jogo, hoje jogamos curto e longo. Teve aproximação por dentro no corredor central. Não temos tempo, temos que inventar tempo para poder treinar. Todo momento que tive eu treinei, no campo, no vídeo…”, disse.

Ao falar sobre a postura da equipe, Diniz reforçou a importância do comprometimento e da competitividade.

“O que eu nunca abri mão na minha vida é a capacidade de lutar. Isso eu me assemelho muito ao Corinthians. Jogadores foram heroicos hoje, na entrega. Isso aproxima o time da torcida. Depois disso, podemos fazer um ajuste na parte tática, mas não tem ajuste que supere falta de energia, vontade e espírito de luta. O grande ganho que o time teve foi voltar a ter essa capacidade imensa de lutar, de ter desejo de vencer, de não tomar gol. Foi uma história parecida na Argentina (na última quinta, contra o Plantense), sobre guerrear o tempo todo. Foi um jogo difícil lá, contra um time que ganhou o campeonato argentino ano passado e recentemente empataram com o Boca. Foi um resultado importante conseguido pelo espírito de luta que o time teve”, completou.

Sobre a confusão após o apito final, o treinador minimizou o ocorrido.

“Cheguei e já estava tendo a confusão. Empurra-empurra é normal do futebol, do que eu vi. Toda hora acontece esse tipo de confusão. Poderia criar um protocolo para não ter esse encontro. Os jogadores passam muito próximos dos outros. Esse tipo de empurra-empurra acontece. O que eu sei é que os seguranças do Palmeiras são amigos dos seguranças do Corinthians. O que eu fiquei sabendo não teve nada de alguém bater em alguém”, afirmou.

Diniz também comentou as expulsões durante a partida e tratou como situações pontuais.

“O psicológico é algo a ser trabalhado em todos os times. Foi desvio de um comportamento que não é padrão, acredito que não vai mais acontecer. Não é um gesto que acontece com frequência. Os jogadores já sabem, sentiram o baque de ser expulso. André e Matheuzinho. Isso é uma questão muito factual, fácil de ter um tipo de instrução. Esse tipo de expulsão eu acho que não acontece mais por aqui”, avaliou.

Por fim, o treinador falou sobre a situação de Memphis Depay e a importância do jogador no elenco.

“Gosto muito do Memphis. Tem jogador que tem personalidade que faz muito bem para o futebol. Vou fazer de tudo para ajudar o Memphis, para ele se sentir em casa, com desejo de ficar no Corinthians e no Brasil”, disse. “O Corinthians tem grandes profissionais, o Memphis é um grande profissional. Gosto de trabalhar essa comunicação de departamento médico com jogador. Especificamente nesse caso do Memphis, temos que deixar isso redondo. Vamos aparar uma coisa que possa ter tido, não sei se teve. Já conversei com Memphis e tenho certeza que a gente vai entrar no espiral de uma relação harmônica, outros jogadores também vão se beneficiar disso”, concluiu.

Confira a coletiva completa: