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Dorival avalia empate no clássico e minimiza pressão no Corinthians

Técnico do Corinthians afirma estar tranquilo no cargo e comenta desempenho da equipe no empate por 1 a 1 com o Santos

Por: Neila Gonçalves
2 horas atrás em 16 de março de 2026
Foto: Reprodução/ESPN

O empate por 1 a 1 entre Santos e Corinthians, disputado neste domingo na Vila Belmiro pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, serviu também para que Dorival Júnior comentasse o momento que vive à frente do clube. Questionado após o jogo, o treinador tratou de diminuir o peso das críticas recebidas nos últimos dias, especialmente depois do revés diante do Coritiba.

Segundo o comandante alvinegro, a análise sobre o seu trabalho deve considerar a situação encontrada quando assumiu o time e o estágio atual da equipe. Dorival também destacou que mantém diálogo constante com a diretoria do clube.

— É só fazer um levantamento do jeito que eu peguei o clube e como está hoje. Se for negativo, dou a mão à palmatória. Sou tranquilo, faço o meu trabalho. Estou diariamente com o Marcelo e com o presidente conversando. A partir do momento que eles definirem que o ideal não é minha permanência, não é motivo para postergar isso — disse.

Na sequência, o técnico criticou o ambiente de pressão recorrente no futebol brasileiro e afirmou que prefere concentrar suas energias no trabalho realizado dentro de campo.

— É muito estranho isso no Brasil, é por isso que estamos sempre na contramão do que acontece no futebol mundial e a gente não aprende. Isso, para mim, sou muito sincero. Dou pouca importância, me preocupo com o meu trabalho — acrescentou.

Dorival também reforçou que não vê ameaça à sua permanência no comando do Corinthians, indicando que parte da repercussão se deve ao debate gerado pela imprensa.

— Isso é para vocês terem assunto. Quero o bem do Corinthians, não quero o mal. Foi algo que eu falei? Se foi, eu mantenho porque quero bem do Corinthians — comentou.

O treinador ainda explicou que suas declarações recentes tiveram a intenção de fortalecer o posicionamento do clube no mercado de transferências, evitando negociações abaixo do valor considerado ideal.

— A minha fala foi muito importante para o mercado porque deu um recado que não venderemos por qualquer preço. O Corinthians tomou a decisão correta. No São Paulo, falei do Beraldo, no Santos falei do Gabriel Barbosa e os clubes não se arrependeram. Os clubes venderam por mais do dobro do valor que era falado — detalhou.

Outro assunto abordado pelo técnico foi a reunião entre integrantes de torcidas organizadas e jogadores do elenco no CT Joaquim Grava, ocorrida na última sexta-feira. Dorival explicou que não participou do encontro porque já havia deixado o centro de treinamento naquele momento.

— Eu não estava no CT porque não sabia que aconteceria. Tinha exames marcados, acompanhei parte do treinamento e fui embora faltando alguns minutos. Não sabia que aconteceria, já aconteceu em outros clubes, não fujo desse tipo de compromisso. Não teve agressão, não teve nada de desleal. É o ideal? Não é o ideal, mas às vezes faz parte do que estamos vivendo — respondeu.

Por fim, o treinador avaliou o desempenho do Corinthians no clássico contra o Santos. Para ele, a equipe conseguiu controlar boa parte da partida, apesar das dificuldades impostas pelo rival.

— Foi um jogo que controlamos praticamente dos 15 minutos até o fim. Buscamos ter um ímpeto maior, acelerando como deu a troca de passe, buscando infiltrações, foi uma partida difícil de se jogar. Muito truncada, muito disputada. Nós sofremos ao longo do período — concluiu.

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