Técnico detalha movimentação do meia no novo sistema e reforça que presença pelos lados está ligada principalmente à organização defensiva
Foto: Rubens Chiri/ São Paulo Dorival Júnior explicou como Marcos Antônio vem sendo utilizado no novo desenho tático do São Paulo desde a pausa para a Copa do Mundo. Apesar de aparecer com frequência pelo lado esquerdo do campo, o treinador deixou claro que o meia não foi transformado em ponta e mantém liberdade para circular pelo setor ofensivo.
A proposta do técnico é utilizar apenas um atacante aberto de origem, normalmente Artur, e liberar o corredor do lado oposto para a chegada do lateral. Pela direita, quando Artur está entre os titulares, o atacante dá amplitude enquanto Lucas Ramon ou Buta podem se aproximar por dentro para ajudar na construção.
Na esquerda, Wendell ou Iago são responsáveis por ocupar o corredor e chegar à linha de fundo. Os meio-campistas, por outro lado, não possuem uma posição fixa na fase ofensiva e podem se movimentar de acordo com os espaços encontrados durante a jogada.
“O Marcos não tem obrigação de estar pela esquerda. Eventualmente, alguém vai ocupar aquele espaço. Também vamos abrir o corredor para os laterais buscarem jogadas de fundo. Assim saiu o primeiro gol, com a infiltração do nosso volante (Danielzinho) – explicou Dorival em entrevista após a vitória sobre o Bolívar na última terça-feira”.
A presença constante de Marcos Antônio pelo lado esquerdo está mais relacionada ao comportamento do São Paulo sem a bola. Dorival organiza a equipe defensivamente em duas linhas de quatro, deixando Luciano e Calleri responsáveis pela primeira pressão.
Nesse cenário, Artur fecha o lado direito, enquanto Marcos Antônio ocupa o setor esquerdo. Quando o Tricolor recupera a posse e acelera a transição, o meia normalmente inicia a jogada daquela região por já estar posicionado ali durante a marcação.
“O Marcos não tem obrigação nenhuma de estar naquele espaço, a não ser para iniciar uma marcação. O Marcos é o jogador que marca por fora, pela esquerda ou, quando não temos o Artur, pela direita. É uma necessidade que temos, defensivamente, de ter um jogador por fora. Marcos tem liberdade de movimento, não tem obrigação de posicionamento nenhum. Quero deixar isso bem claro”.
A dinâmica também muda quando Artur não está disponível. Dorival já utilizou Ferreirinha e Victor Sá, jogadores que preferem atuar pela esquerda. Nesses casos, Marcos Antônio passa a fechar o lado direito na marcação e também costuma iniciar as transições por aquele setor.
Depois de seis partidas sem vencer, o novo sistema ajudou o São Paulo a superar o Bolívar e garantir classificação às quartas de final da Copa Sul-Americana. O próximo objetivo é encerrar o jejum no Campeonato Brasileiro, competição em que o Tricolor não vence desde 25 de abril, há nove rodadas.
O São Paulo volta a campo neste domingo, às 18h30 (horário de Brasília), contra a Chapecoense, na Arena Condá, pela 24ª rodada do Brasileirão.