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Edson Kruss revela expectativas do Nacional na Copinha ao TSP

No episódio 131 do Exclusiva TSP, conversamos com Edson Kruss, técnico do Nacional Sub-20, que comandará o clube na Copinha 2026

Por: André Victor Lima e Silva
3 dias atrás em 30 de dezembro de 2025
Instagram / Edson Kruss

No episódio 131 do Exclusiva TSP, conversamos com Edson Kruss, técnico do Nacional Sub-20, que comandará o clube na Copinha 2026. A entrevista girou em torno de três pontos centrais: a dificuldade do Grupo 32, a construção de um elenco mais pronto para competir e a ideia de usar o fator casa como arma contra adversários mais estruturados.







Logo de cara, Edson tratou o sorteio como um alerta. O Nacional caiu ao lado de CSE-AL, Internacional-RS e Portuguesa Santista. Ele reconheceu o peso dos nomes. Além disso, explicou por que o grupo exige leitura fina desde o início.






“Todos os times da Copinha têm o seu mérito, todos estão vindo para dar a vida aqui na Copinha, mas quando você vê um nome como Internacional, uma Portuguesa Santista, um time tradicional aí da região também, os próprios CSE, dá com certeza um peso maior. (…) O Internacional dispensa comentários, né? É uma equipe com uma base muito forte, com um nome, uma camisa muito pesada.”






Mesmo assim, ele não falou em medo. Ele falou em preparação. Edson reforçou que a primeira meta é clara: passar da fase de grupos. Depois disso, o Nacional ajusta o alvo, jogo a jogo.





Bagagem de Copinha e metas passo a passo





Edson contou que acumula oito Copas São Paulo no currículo. Essa experiência, segundo ele, ajuda a colocar a ansiedade no lugar certo. Ele também lembrou que já viveu a competição em funções diferentes. Isso dá repertório para tomar decisões sob pressão.





A linha dele é simples: primeiro, classificar. Depois, crescer dentro do torneio. E, a partir daí, “fazer cada jogo uma final”.





Elenco com base mantida e reforços pontuais





Ao falar do grupo que chega para 2026, Edson apontou continuidade. Ele disse que o elenco é “basicamente o mesmo” do ciclo recente. Saíram poucas peças. Ao mesmo tempo, o Nacional buscou reforços para cobrir carências e lacunas que apareceram no Paulista.





Esse ponto importa porque Copinha cobra entrosamento. E cobra rápido. Portanto, manter uma base acelera o processo. Além disso, reforçar com critério reduz o risco de improviso.





Série B Sub-20 como calendário e aprendizado





A entrevista também passou pelo contexto do Paulista Sub-20 e pela retomada do formato com divisões. Edson admitiu frustração por estar na segunda divisão em 2025. Ele citou o ranqueamento como critério. Ainda assim, ele valorizou a campanha.





Ele lembrou que o time ficou entre as defesas menos vazadas. O ataque também entregou números sólidos. No mata-mata, o Nacional caiu para a equipe que terminou campeã. Para ele, isso não apaga o desempenho. Pelo contrário: serviu como preparação extra para chegar mais ajustado à Copinha.





Nacional formador e integração com o profissional





Outro tema forte foi a ponte entre base e profissional. Edson destacou a chegada do coordenador Bruno Gabrielli e disse que a gestão tem usado mais a base do que em ciclos anteriores. Ele citou o número de atletas integrados ao elenco de cima durante a preparação.






“Ele organizou ali toda a categoria de base, e está prestigiando bastante o trabalho da base. (…) A gente está com (…) entre oito e nove jogadores (…) integrados ao grupo profissional. Estão fazendo a preparação simultaneamente com o Sub-20. (…) Eu tenho percebido que, nessa gestão, a gente conseguiu ver um aproveitamento maior da categoria de base no profissional.”






Na prática, isso muda a cabeça do atleta. A Copinha vira vitrine, mas também vira porta. E o Nacional quer que o jogador sinta isso como motivação real.





Fator casa como “detalhe” que pode pesar





Quando o papo entrou em jogo, Edson foi direto: jogar em casa é importante. Ele citou conhecimento do gramado e adaptação ao campo. Ele também falou sobre a rotina de treinos no próprio estádio. Nem sempre dá para treinar ali como gostaria. Mesmo assim, ele tenta aproveitar cada janela.






“Sempre que tem a oportunidade de a gente treinar, a gente tira o maior proveito possível para que, de fato, o fator campo seja uma questão a nosso favor. (…) Jogar em casa é um fator que acaba sendo favorável para a gente. Você pega time grande, pega um time que tem as suas vantagens por conta de estrutura, a gente acaba levando vantagem no fator casa.”






Ele não vendeu isso como “equilíbrio total”. Porém, ele tratou como um caminho para competir melhor. Principalmente contra quem chega com mais estrutura.