Os jogadores tornaram pública a insatisfação com os atrasos salariais
Foto: Divulgação/Ponte PretaA crise financeira da Ponte Preta ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (1º), poucas horas antes do confronto contra o Botafogo-SP, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Em uma nota oficial divulgada nas redes sociais, os jogadores da Macaca tornaram pública a insatisfação com os atrasos salariais e revelaram que parte do elenco entraria em campo sem ter recebido qualquer salário ao longo de 2026.
O posicionamento foi divulgado de forma conjunta pelos atletas e aumentou a pressão sobre a diretoria alvinegra em um momento delicado dentro e fora das quatro linhas. Vice-lanterna da Série B, a Ponte Preta enfrenta dificuldades financeiras há meses e convive com constantes reclamações relacionadas aos pagamentos atrasados.
No comunicado, os jogadores afirmaram que receberam a promessa de regularização das pendências ao longo da última semana. No entanto, segundo o grupo, apenas parte dos funcionários recebeu pagamentos parciais, enquanto diversos profissionais seguem sem receber os valores devidos.
Apesar da situação, o elenco destacou que a decisão de entrar em campo não representa conformismo diante do problema. Os atletas ressaltaram o respeito pela história da Ponte Preta, pela profissão de todos os trabalhadores envolvidos no futebol e também pela torcida pontepretana.
“Hoje honraremos nosso compromisso profissional com seriedade, dedicação e dignidade. Da mesma forma, esperamos que os compromissos assumidos com os atletas e demais profissionais sejam igualmente honrados”, diz um trecho da nota.
Os jogadores também reforçaram que a postura adotada é uma demonstração de responsabilidade com a integridade da competição e com a instituição, mas cobraram reciprocidade da diretoria.
“Hoje, parte dos atletas da Ponte Preta entrará em campo para enfrentar o Botafogo de Ribeirão Preto sem ter recebido qualquer salário no ano de 2026.
Ao longo da semana, fomos informados de que as pendências salariais seriam regularizadas. No entanto, houve apenas pagamentos parciais destinados a alguns funcionários, permanecendo diversos profissionais sem receber aquilo que lhes é devido.
Ainda assim, estaremos em campo. Nossa postura não representa conformismo diante da situação. Pelo contrário. Ela é fruto do respeito que temos pela Ponte Preta e por sua história que marca a trajetória deste clube no futebol brasileiro.
Também é uma demonstração de respeito à profissão de cada trabalhador que faz o futebol acontecer diariamente, dentro e fora das quatro linhas.
E, acima de tudo, é uma demonstração de respeito à torcida, que acompanha, apoia e acredita neste clube, bem como à integridade da competição que disputamos.
Hoje honraremos nosso compromisso profissional com seriedade, dedicação e dignidade. Da mesma forma, esperamos que os compromissos assumidos com os atletas e demais profissionais sejam igualmente honrados.
Entraremos em campo por amor à camisa, respeito à instituição e responsabilidade com todos aqueles que fazem parte desta história. Mas o respeito deve existir em todas as direções.”