Após sair perdendo, equipe da casa domina a segunda etapa, garante vitória por 3 a 1 na Bezinha e quebra um incômodo jejum de quase vinte anos sem vencer o adversário.
Foto: Thiago Barbalho / Tudo Sobre PaulistaMogi-Mirim e São Carlos entraram em campo neste sábado (23) em um duelo de extrema importância pela sexta rodada da “Bezinha”. Com os olhos voltados para a quarta vaga do grupo, as duas equipes mediram forças em momentos distintos na competição. O Mogi-Mirim pisou no gramado precisando desesperadamente da vitória para melhorar sua campanha de três pontos (1 vitória e 4 derrotas) e quebrar um incômodo jejum: nos últimos seis confrontos diretos contra a equipe são-carlense, o time da casa somava 5 derrotas e 1 empate. Já o São Carlos chegou buscando consolidação, ostentando até aqui 2 vitórias, 1 empate e 2 derrotas.
Escalações
Mogi-Mirim: (1) Paulo Vitor, (2) Gabriel Kenji, (3) Vitor Emanuel, (4) Perereca, (6) Lucas Roberto; (5) Chrigor, (8) Stefanello (13 Victor Anjos), (10) Gabriel Cetra (18 Matheus), (7) Vitor Vianna (9 Neto), (11) Yan (16 João Lidório) e (15) Felipe (17 João Constantino). Téc: Mário Martins
São Carlos: (1) Max, (2) Vitor Novaes, (3) Daniel Alves (20 Andrew), (4) Ismael, (6) Emidio (19 Barroi); (5) Guilherme Bacural, (8) André Pereira, (10) Dudu Black, (7) Gabryel ((16) Vagner) (15 David), (11) Kelvyn e (9) Talyson (17 Kauan Silva). Téc: Ney de Paula
PRIMEIRO TEMPO: 40 MINUTOS DE TÉDIO E UM FINAL MALUCO
Um primeiro tempo de duas metades no Vail Chaves. Os primeiros 40 minutos foram marcados por um jogo truncado e morno. O Mogi-Mirim tomou a iniciativa inicial, dominando a posse e tentando furar o bloqueio visitante, enquanto o São Carlos adotou uma postura mais reativa, apostando nos contra-ataques rápidos.
Quando o empate sem gols parecia o destino certo para o intervalo, os 8 minutos finais entregaram uma verdadeira trocação franca. Aos 40 minutos, após bate-rebate na área, Guilherme Bacural abriu o placar para o São Carlos com um chute certeiro. O banho de água fria nos donos da casa durou pouco: no apagar das luzes, aos 48 minutos, Felipe acertou um chutaço de primeira para anotar um golaço e decretar a igualdade. Uma primeira etapa que começou estudada, mas terminou em altíssima voltagem.
SEGUNDO TEMPO: O Fim do Tabu!
Se o primeiro tempo terminou em alta voltagem, o Mogi-Mirim voltou do vestiário disposto a colocar fogo no jogo logo de cara. Com uma postura mais agressiva nos minutos iniciais da etapa complementar, o Sapão precisou de apenas quatro minutos para virar a partida com Gabriel Cetra.
A partir do segundo gol, a dinâmica do jogo mudou. O São Carlos, que já havia feito alterações no intervalo, foi obrigado a se lançar ao ataque, enquanto o Mogi-Mirim, de forma inteligente, baixou suas linhas e passou a explorar os espaços deixados pela defesa adversária, principalmente nas costas do lateral Emidio. A estratégia do técnico Mário Martins funcionou perfeitamente: aos 21 minutos, Vitor Vianna ampliou o placar para 3 a 1, dando números finais ao confronto.
O apito final não apenas garantiu os três pontos fundamentais para o Mogi-Mirim na briga pela classificação no grupo da “Bezinha”, mas também lavou a alma do torcedor no Vail Chaves: o Sapão quebrou um tabu incômodo de quase 20 anos sem vencer o São Carlos. A última vitória havia sido em 2006, pela Copa Paulista. Uma tarde de redenção e virada! Próxima rodada




