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Em jogo eletrizante, Mogi vira sobre São Carlos e encerra tabu histórico

Após sair perdendo, equipe da casa domina a segunda etapa, garante vitória por 3 a 1 na Bezinha e quebra um incômodo jejum de quase vinte anos sem vencer o adversário.

Por: Thiago Barbalho
7 horas atrás em 23 de maio de 2026
Foto: Thiago Barbalho / Tudo Sobre Paulista

Mogi-Mirim e São Carlos entraram em campo neste sábado (23) em um duelo de extrema importância pela sexta rodada da “Bezinha”. Com os olhos voltados para a quarta vaga do grupo, as duas equipes mediram forças em momentos distintos na competição.

O Mogi-Mirim pisou no gramado precisando desesperadamente da vitória para melhorar sua campanha de três pontos (1 vitória e 4 derrotas) e quebrar um incômodo jejum: nos últimos seis confrontos diretos contra a equipe Sanca, o time da casa somava 5 derrotas e 1 empate. Já o São Carlos chegou buscando consolidação, ostentando até aqui 2 vitórias, 1 empate e 2 derrotas.

Escalações

Mogi-Mirim: (1) Paulo Vitor, (2) Gabriel Kenji, (3) Vitor Emanuel, (4) Perereca, (6) Lucas Roberto; (5) Chrigor, (8) Stefanello, (10) Gabriel Cetra, (7) Vitor Vianna, (11) Yan e (15) Felipe. Téc: Mário Martins.

São Carlos: (1) Max, (2) Vitor Novaes, (3) Daniel Alves, (4) Ismael, (6) Emidio; (5) Guilherme Bacural, (8) André Pereira, (10) Dudu Black, (7) Gabryel Godinho (16 Vagner , (11) Kelvyn e (9) Talyson. Téc: Ney de Paula.

PRIMEIRO TEMPO

Um primeiro tempo de duas metades no Vail Chaves. Os primeiros 40 minutos foram marcados por um jogo truncado e morno. O Mogi-Mirim tomou a iniciativa inicial, dominando a posse e tentando furar o bloqueio visitante, enquanto o São Carlos adotou uma postura mais reativa, apostando nos contra-ataques rápidos.

Quando o empate sem gols parecia o destino certo para o intervalo, os 8 minutos finais entregaram uma verdadeira trocação franca. Aos 40 minutos, após bate-rebate na área, Guilherme Bacurau abriu o placar para o São Carlos com um chute certeiro. O banho de água fria nos visitantes durou pouco: no apagar das luzes, aos 48 minutos, Felipe acertou um chutaço por cobertura para anotar um golaço e decretar a igualdade. Uma primeira etapa que começou estudada, mas terminou em altíssima voltagem.

SEGUNDO TEMPO

Se o primeiro tempo terminou em alta voltagem, o Mogi-Mirim voltou do vestiário disposto a colocar fogo no jogo logo de cara. Com uma postura mais agressiva nos minutos iniciais da etapa complementar, o Sapão precisou de apenas quatro minutos para virar a partida com Gabriel Cetra.

A partir do segundo gol, a dinâmica do jogo mudou. O São Carlos, que já havia feito alterações no intervalo, foi obrigado a se lançar ao ataque, enquanto o Mogi-Mirim, de forma inteligente, baixou suas linhas e passou a explorar os espaços deixados pela defesa adversária, principalmente nas costas do lateral Emidio. A estratégia do técnico Mário Martins funcionou perfeitamente: aos 21 minutos, Vitor Vianna ampliou o placar para 3 a 1, dando números finais ao confronto.

O apito final não apenas garantiu os três pontos fundamentais para o Mogi-Mirim na briga pela classificação no grupo da “Bezinha”, mas também lavou a alma do torcedor no Vail Chaves: o Sapão quebrou um tabu incômodo de quase 20 anos sem vencer o São Carlos. A última vitória havia sido em 2006, pela Copa Paulista. Uma tarde de redenção e virada.