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Em jogo movimentado, Matonense vence Mogi Mirim pela Bezinha

Sapo luta, mas "bate roupa" e morre na praia em tarde de paralisação histórica, protocolo de racismo e gol aos 114 minutos

Por: Thiago Barbalho
2 horas atrás em 16 de maio de 2026
Foto: Reprodução/Paulistão

Na tarde deste sábado, 16, Mogi Mirim e Matonense se enfrentaram pela quinta rodada da primeira fase da Bezinha. A bola rolou na casa do Sapão, onde partida contou com diversas cenas inusitadas e lamentáveis, como de duas ambulâncias entrando em campo, até protocolo de racismo acionado pela arbitragem. No fim, os visitantes venceram por 3 a 1.

Escalações

Mogi Mirim:
Paulo Vitor, Gabriel Kenji, Vitão (Matheus Silva), Ruan Carlos (João Lidório), Lucas (João Batista); Chrigor, Stefanello, Gabriel Cetra, Yan, Vitinho (Felipe Silva) e André. Técnico: Mário Martins

Matonense: Lucas (Vitão), Ygão, Luan Diniz, Emanuel, Gustavo Gameiro; Di Bonito, Claiver (Ítalo Cesar), Matheusinho (Keké), Pedro Leonardo; Kauã Santana (Lelê), Kaynam (Di Santo). Técnico: Carlinhos Alves

Primeiro tempo

O Mogi começou querendo jogo. Logo aos 2 minutos, Gabriel Cetra soltou uma bomba que quase furou a rede, mas o goleiro Lucas, da Matonense, estava inspirado. O Sapão mandava no jogo, mas quem não faz, toma. Aos 12, após um chutão que parecia perdido, a zaga do Mogi vacilou, o goleiro “bateu roupa” e Kauan Santana, com faro de artilheiro, só empurrou: 1 a 0 Matonense.

O balde de água fria virou gelo aos 29. Numa saída de soco do goleiro da Matão, nasceu o contra-ataque. Matheusinho ganhou no “pé de ferro”, avançou e chutou. A bola desviou na zaga e enganou todo mundo: 2 a 0. O clima esquentou tanto que teve até reserva da Matonense expulso por bater boca com a torcida.

Mas o futebol tem dessas. Aos 34, Yan foi tentar cruzar, a bola pegou uma curva estranha, encobriu o goleiro e… GOLAÇO! O Sapão renasceu e a torcida inflamou. O primeiro tempo acabou com o Mogi sendo aplaudido, acreditando na virada.

Segundo tempo







O segundo tempo foi puro suco de Bezinha. O Mogi amassava a Matonense, Kenji soltava a bomba, mas a bola teimava em não entrar. Foi aí que o surreal aconteceu: aos 30 minutos, o goleiro Lucas, da Matonense, caiu sentindo lesão.

A Matonense já tinha usado todas as janelas de substituição! O jogo parou por 25 minutos. Teve duas ambulâncias no campo, sumiço de médico e até protocolo de racismo acionado! Numa manobra que vai dar o que falar, o goleiro saiu de ambulância, o que permitiu que o reserva Vitão entrasse.

Com o estádio já na penumbra (porque o Vail Chaves segue sem refletores), o jogo foi até os 123 minutos! O Mogi se jogou pro ataque, mas aos 114, Keké serviu Di Bonito, que matou o jogo: 3 a 1.

A Matonense segue voando no topo, e o Mogi amarga a lanterna num jogo que vai ficar para a história, não só pelo futebol, mas pela confusão generalizada. É a Bezinha, meus amigos!