Em nota, Santos rebate cobrança de Cuiabá por dívida: “Exposição pública não contribui para a solução”

Em nota, o Alvinegro Praiano rebateu às acusações e afirmou que o endividamento é uma dificuldade de todos do ecossistema esportivo

Por: Samuel Silva
1 hora atrás em 24 de setembro de 2026
Fotos: Raul Baretta/ Santos FC.

Nos últimos dias, o presidente do Cuiabá veio a público cobrar o Santos Futebol Clube pela dívida referente à venda atleta Joaquim, comprado pelo Peixe em 2023. Em nota, o Alvinegro Praiano rebateu às acusações e afirmou que o endividamento é uma dificuldade de todos do ecossistema esportivo.



Segundo o presidente do Cuiabá, o Santos deve ao clube cerca de R$18 milhões pela contratação de Joaquim, em 2023, e a venda do mesmo ao Tigres-MEX, em 2024. Ainda de acordo com ele, o pagamento foi firmado em cinco parcelas, mas apenas uma foi paga.

O dirigente chegou a falar sobre as desvantagens que os clubes de menor expressão levam em negociações deste porte. O Cuiabá, que vendeu atletas para outros clubes da Série A e também não recebeu, caiu para segunda divisão.

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Enquanto isso, clubes como Santos, Corinthians e outros citados pelo presidente, utilizam os jogadores comprados e não pagos, e conseguem se manter na elite do futebol brasileiro mesmo com dívidas enormes.

Em nota, o Santos se manifestou e afirmou que a exposição do caso não ajuda na resolução do mesmo, e completou:

“O Clube reafirma seu compromisso com o cumprimento de suas obrigações financeiras e a resolução das dívidas dentro de limites de prazos e processos do planejamento, e com os princípios de responsabilidade e equilíbrio, que orientam o Fair Play Financeiro da CBF.”

Para finalizar, o Santos reconheceu que também tem valores a receber de outros clubes, e que o endividamento é uma dificuldade de todos no ecossistema do futebol:

“Da mesma forma, o Santos FC possui valores relevantes a receber de outros clubes do futebol brasileiro. No início de 2026, os créditos a receber pelo Clube decorrentes de diferentes operações alcançavam aproximadamente R$ 170 milhões, demonstrando que o endividamento entre as agremiações constitui um desafio estrutural do ecossistema do futebol brasileiro, e não uma realidade exclusiva de determinada entidade de prática desportiva.”