O confronto entre São Paulo e Palmeiras nesta segunda-feira (29) no MorumBIS, às 20h00, terá um significado especial para Luis Zubeldía e Flaco López. Zubeldía foi o treinador responsável por promover Flaco ao time principal do Lanús no início de sua carreira, tornando-se uma figura paterna para o atacante dentro do mundo do futebol.
O centroavante expressou sua felicidade pelo fato do treinador estar agora envolvido no futebol brasileiro. Ele reconhece o desafio significativo que Zubeldía enfrenta ao comandar o São Paulo e expressa sua gratidão pelo papel fundamental que ele desempenhou em sua formação como jogador. O atleta está entusiasmado para enfrentá-lo e espera dar o seu melhor, respeitando-o e, é claro, buscando a vitória. Ele compartilhou esses sentimentos em uma entrevista à TV Palmeiras.
Flaco López iniciou sua formação nas categorias de base do Independiente. Após um período trabalhando com o time principal sob o comando do técnico Ariel Holán, acabou sendo dispensado.
Em 2017, recebeu a oportunidade de fazer um teste no Lanús e integrou um dos últimos elencos do clube, que na época competia na 5ª divisão argentina. No ano seguinte, foi emprestado ao Clube Atlético Colegiales de Tres Arroyos para disputar a Liga Regional do país, onde se destacou ao ser artilheiro.
Após sua bem-sucedida passagem pela Liga Regional, Flaco López regressou ao Lanús para treinar com a equipe sub-20 e também participar de sessões com o time principal. Seu desempenho excepcional no jogo aéreo — com 1,90m de altura, o cabeceio se destacava como sua habilidade principal — atraiu a atenção de Zubeldía.
O técnico decidiu promover o jogador para o elenco principal do Lanús e o transformou em um legítimo camisa 9. Foi um membro da comissão técnica que sugeriu a Flaco a transição de sua posição de meio-campista para atacante.
“Lembro-me quando fui chamado junto com mais dois colegas para completar os treinos com o time principal do Lanús. Enquanto os outros dois começaram jogando, eu só consegui participar da atividade por cerca de 5 a 10 minutos. Foi então que o treinador me perguntou: ‘moleque, em que posição você joga?’ O treinador era o Luis Zubeldia. Falei que jogava de meia, na frente. Outro pensaria: ‘vou ficar desanimado por jogar só uns minutos, entrar por último’, mas eu queria só fazer o melhor.”