Recurso será utilizado nos quadrangulares, nas semifinais e na final do Paulistão A2; apenas os finalistas garantem vaga na elite estadual de 2027.
Foto: Alex Cardim/ EPTV As fases decisivas do Campeonato Paulista da Série A2 contarão com o desafio de vídeo em todos os jogos. O recurso será utilizado já na segunda fase, disputada em dois quadrangulares, e seguirá presente também nas semifinais e na final do torneio, que definirá os dois clubes promovidos ao Paulistão de 2027. Os primeiros jogos desta etapa estão marcados para sábado, 14 de março, e a última rodada dos grupos será disputada em 15 de abril.
Nesta fase, as oito equipes classificadas foram divididas em duas chaves com quatro times cada. Os clubes se enfrentam em turno e returno dentro dos próprios grupos, e os dois melhores de cada lado avançam para as semifinais. Apenas os finalistas asseguram o acesso à elite estadual.
O modelo de desafio estreou no futebol brasileiro nas semifinais da Copa Paulista de 2025, em iniciativa conduzida pela Federação Paulista de Futebol em parceria com a CBF e dentro de um projeto piloto da Fifa. Depois disso, a ferramenta também passou a ser prevista em fases decisivas de outras competições organizadas pela entidade.
O XV de Piracicaba, que participou do primeiro jogo com o recurso no país, voltará a ter o suporte tecnológico nesta briga pelo acesso. Presidente do clube, Matheus Bonassi Semmler exaltou a utilização da ferramenta.
“É uma ferramenta que vem para ajudar muito o futebol, deixa o jogo mais dinâmico, mais leal. Toda tecnologia que vem é sempre bem-vinda”, afirmou.
No funcionamento do sistema, cada treinador inicia a partida com direito a dois pedidos de revisão. A solicitação é feita com o gesto de giro do dedo no ar, seguido da entrega de um cartão ao quarto árbitro. Na sequência, o árbitro principal vai até a cabine posicionada à beira do gramado para rever o lance com auxílio de um operador de replay. Se o pedido for aceito, o técnico não perde a solicitação usada.
Os lances passíveis de revisão envolvem situações de gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identidade na aplicação de cartão. Diferentemente do VAR, o modelo não conta com árbitros de vídeo monitorando todas as jogadas, o que reduz a estrutura necessária e, consequentemente, os custos da operação.
A única checagem automática ocorre em lances de gol, sem necessidade de pedido dos treinadores. A proposta da FPF com o uso do recurso é ampliar o acesso à tecnologia de revisão em competições com menor estrutura, mantendo apoio adicional à arbitragem em momentos decisivos da competição.