Após anos de trocas e improvisos, Gabigol assume o ataque e muda o cenário no Peixe
Foto: Léo Barrilari/GazetaPress Durante anos, o Santos tratou a posição de centroavante como um problema crônico. Mudanças constantes, apostas que não renderam e até improvisações marcaram um período de instabilidade que atravessou temporadas recentes. Em 2026, esse roteiro começa a mudar com a chegada de Gabigol.
O camisa 9 desembarcou na Vila Belmiro com status de protagonista e rapidamente confirmou a expectativa. Em pouco tempo, tomou conta da função e afastou qualquer debate sobre disputa pela posição, algo raro no clube nos últimos anos.
Desde que Marcelo Teixeira reassumiu a presidência, em 2024, o Santos passou por uma verdadeira peregrinação no comando do ataque. Foram nove centroavantes utilizados em sequência, além de alternativas improvisadas, como Thaciano e até Neymar mais adiantado, reflexo da dificuldade em consolidar um nome confiável.
No Paulistão, Gabigol já deixou sua marca. Em três partidas, balançou a rede duas vezes e foi decisivo nos resultados: marcou no empate contra o Corinthians, no último lance, e garantiu a vitória sobre o Novorizontino na estreia da equipe no estadual.
O histórico recente ajuda a explicar o peso dessa mudança. Julio Furch e Alfredo Morelos, contratados na gestão anterior, quase não jogaram e ainda geraram impacto financeiro negativo. Na Série B de 2024, Willian Bigode, Wendel Silva e Enzo Monteiro apareceram como alternativas, mas sem continuidade.
Deivid Washington chegou cercado de expectativa, mas não conseguiu se firmar. Tiquinho Soares, contratado com projeção, oscilou ao longo de sua passagem e está perto de deixar o clube. Luca Meirelles teve rápida identificação com a torcida, porém foi negociado antes de ganhar sequência.
Antes de Gabigol, Lautaro Díaz foi a tentativa mais recente. O argentino contribui no aspecto tático, mas ainda não corresponde tecnicamente e hoje atua como opção no banco.
Desempenho dos centroavantes do elenco:
Gabriel Barbosa (2026): 3 jogos, 2 gols
Tiquinho Soares (2025/26): 40 jogos, 7 gols
Lautaro Díaz (2025/26): 19 jogos, 3 gols
Em meio a tantos problemas estruturais, o Santos ao menos encontra segurança no setor ofensivo. Com Gabigol consolidado, o clube passa a olhar para 2026 com menos urgência no ataque — e mais expectativa pela futura parceria com Neymar, que se aproxima do retorno aos trabalhos em campo.