Treinador do Leão celebra presença inédita do clube no principal torneio do continente e reconhece dificuldades com logística e altitude
Foto: JP Pinheiro/Agência Mirassol O Mirassol conheceu na noite de quinta-feira seus adversários na fase de grupos da Libertadores e terá pela frente LDU Quito, Lanús e Always Ready no Grupo G. O cenário reúne tradição continental, rival argentino e dois compromissos em altitude, mas, para o técnico Rafael Guanaes, o momento ainda é de valorizar a conquista histórica antes de aprofundar a análise sobre os adversários.
Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira, no CT do clube, Guanaes relembrou a campanha que colocou o Leão na principal competição da América do Sul e destacou a emoção de ver o nome do Mirassol entre os participantes do torneio.
“Foi um momento muito emocionante, pelas lembranças que a gente teve, e isso ninguém vai apagar. Está escrito na história. Então, ontem foi, mais uma vez, um dos capítulos que vem sendo escritos nessa história do Mirassol 2025, 2026. Poder desfrutar, finalmente, de ver o clube realmente na Libertadores”, celebrou.
Apesar do tom de celebração, o treinador reconheceu o nível de dificuldade da chave, principalmente por fatores logísticos e pelas características dos rivais, mas tratou o cenário como algo natural para quem disputa a Libertadores.
“É um grupo difícil pela logística, principalmente. Mas é o principal torneio do continente. Então, ninguém estava esperando nenhum tipo de facilidade. Seja em virtude da qualidade dos adversários ou mesmo nessas questões de logística, de distância. É uma competição de poucos jogos, então cada detalhe conta muito”, analisou.
Dois dos três adversários do Mirassol mandam seus jogos em altitude. A LDU atua em Quito, a cerca de 2.800 metros acima do nível do mar, enquanto o Always Ready joga em El Alto, na Bolívia, a mais de 4 mil metros. Para Guanaes, esse fator exigirá adaptação da equipe e estudo por parte da comissão técnica.
“Sabemos que a altitude é um fator de muita dificuldade. Não passamos por isso jogando, mas já temos essa noção. Vamos precisar buscar informação, conhecimento e ajuda de quem já viveu isso para tomar as melhores decisões. Como vai ser jogar na altitude, com menos ar, como pressionar como a gente pressiona normalmente. É um cenário diferente de tudo aquilo que a gente está acostumado”, comentou.
Por fim, o comandante reforçou que, apesar da expectativa gerada pela Libertadores, o foco imediato segue voltado para o Campeonato Brasileiro. Ao mesmo tempo, destacou que o clube já trabalha nos bastidores para se preparar para o torneio continental e também para aproveitar o momento histórico vivido.
“O foco agora é total no Campeonato Brasileiro, que é a nossa competição prioritária. Eu, como treinador, preciso focar só no próximo jogo, não consigo pensar tão distante. Mas o clube já está se preparando, antecipando cenários, estudando tudo aquilo que vai ser necessário quando chegar o momento da Libertadores. Às vezes focamos demais naquilo que é derrota e esquece de desfrutar momentos como o de ontem, e ontem nós desfrutamos”, completou.