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Guarani aposta em time jovem na Copinha e tenta reação hoje

o Bugre decidiu apostar em um elenco mais jovem, com poucos atletas no último ano do Sub-20, mirando não só o torneio em si, mas principalmente o processo de formação e a preparação de peças para o profissional.

Por: André Victor Lima e Silva
3 dias atrás em 6 de janeiro de 2026
Foto: Raphael Silvestre

No episódio 137 do Exclusiva TSP, no YouTube, o técnico Jairo Blumer explicou a lógica por trás da montagem do Guarani para a Copinha: o Bugre decidiu apostar em um elenco mais jovem, com poucos atletas no último ano do Sub-20, mirando não só o torneio em si, mas principalmente o processo de formação e a preparação de peças para o profissional.




A escolha, porém, ganha contornos mais duros depois do resultado da estreia. O Guarani abriu a campanha com derrota por 1 a 0 para o Athletic — um tropeço que aumenta a pressão e transforma o duelo desta terça-feira contra a Assisense, dona da casa do grupo, em praticamente uma decisão para o Bugre seguir vivo na competição.


Dentro desse cenário, Blumer deixou claro que a juventude do elenco não é detalhe: é projeto. O treinador explicou que, diferente de outras edições, o clube chega com um grupo menos experiente, por opção técnica e pela necessidade de dar sequência a atletas que evoluíram ao longo do ano.



“Nós, na verdade, vamos entrar com uma equipe bem jovem, muito diferente das duas outras equipes que a gente fez a Copa São Paulo.”



Blumer ainda detalhou que o Guarani tem poucos jogadores no último ano da categoria, o que naturalmente reduz “casca” em um torneio curto e intenso como a Copinha — mas pode acelerar o retorno esportivo e até de mercado no médio prazo.



“Nós temos escritos… três atletas de último ano. (…) Consequentemente, você tem uma equipe mais jovem, uma equipe menos experiente.”



Entender o papel de cada clube


A leitura do treinador é que a Copinha oferece caminhos diferentes, e cada clube precisa entender qual objetivo está perseguindo: entrar com um time mais velho e forte para competir por campanha, ou colocar jogadores mais novos para amadurecer e, com isso, antecipar etapas de formação.



“Eu acho que todos os anos a gente tem espaço. Cabe a gente entender o que o clube, como instituição, quer como objetivo final.”



Na visão de Blumer, equipes que usam mais atletas no último ano tendem a levar vantagem em mata-matas e em jogos de pressão, justamente pela experiência acumulada. Mas, por outro lado, quando um time consegue ser competitivo com elenco jovem, isso pode indicar que o trabalho está “um passo à frente” e abre a possibilidade de alimentar o profissional por mais tempo.



“Quando você consegue chegar com uma equipe mais jovem, isso prova que o seu trabalho está um pouquinho na frente dos outros… e você também consegue colocar jogadores no mercado, como também servir o profissional com um pouquinho mais de tempo.”



Agora, com a derrota na estreia, o Guarani precisa traduzir essa ideia de processo em resultado imediato. Contra a Assisense, em Assis, o Bugre tenta equilibrar o peso do projeto com a urgência do placar: vencer para respirar no grupo, manter o elenco confiante e evitar que a Copinha termine cedo demais — justamente no ano em que o clube escolheu dar mais minutos e protagonismo a uma geração mais nova.