Executivo Carlos Frontini confirma acordo com o meia argentino e explica decisão por motivos técnicos, financeiros e disciplinares
Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC O Guarani encaminhou a saída de Diego Torres. Em entrevista coletiva, o executivo de futebol Carlos Frontini revelou que o clube chegou a um acordo com o meia argentino para encerrar o vínculo. A negociação vinha sendo discutida havia cerca de dois meses e meio e aguarda apenas a assinatura do documento para ser oficializada.
Segundo Frontini, a decisão levou em conta tanto o momento do jogador dentro de campo quanto o impacto financeiro de seu contrato. Diego Torres vinha sendo pouco utilizado por opção técnica e disputou apenas oito partidas na temporada, sendo titular em duas. “É um atleta muito profissional, uma boa pessoa, mas que nesse momento não encaixou. Não vinha sendo relacionado e, quando vinha sendo relacionado, não estava entrando por opção.”
O dirigente também destacou a concorrência no setor e citou João Paulo como um dos principais jogadores do Guarani na temporada. “Hoje, quem joga na posição dele está muito bem. O João vem fazendo um excelente campeonato, se não um dos principais jogadores do time. Então é uma coisa natural.”
Diego Torres está entre os jogadores de maior salário do elenco, e o Guarani buscava uma solução para diminuir os custos da folha. Frontini afirmou que o acordo permitirá ao clube desembolsar menos de 35% do valor que seria pago até o fim do contrato. “A gente estava tentando um acordo por ser um atleta com custo-benefício alto. Não estou aqui para questionar se está certo ou errado. Estou vendo um momento do clube.”
O meia havia sido liberado para um período de férias enquanto as negociações avançavam. De acordo com Frontini, a medida contribuiu para destravar o acordo. “No dia que a gente ofereceu as férias, ele começou a aceitar fazer um acordo, e ontem eu finalizei o acordo com ele. O atleta fez um acordo, só está faltando assinar.”
Além dos fatores técnicos e financeiros, Frontini revelou que um episódio após a partida contra o Ypiranga-RS contribuiu para o encerramento do ciclo. “Depois do jogo do Ypiranga, houve um desgaste e uma decisão por parte dele, depois do jogo, que eu não achei correta, e chegou ao ponto final.”
O executivo reforçou que a avaliação é exclusivamente sobre o desempenho de Diego Torres na temporada, e não sobre sua carreira ou questões pessoais. “Ele não vinha num ano muito positivo, e os números falam por si. Não estou falando da carreira dele, nem da pessoa dele. Estou falando desportivamente.”
Frontini também comentou os atrasos nos pagamentos ao elenco e reconheceu que o clube possui pendências com os jogadores. Segundo o dirigente, o Guarani pretende quitar os valores assim que tiver disponibilidade financeira. “O prazo é o quanto antes. Se a gente amanhã conseguir, a gente já paga amanhã esse dinheiro.”
Apesar do atraso, Frontini afirmou que a diretoria mantém diálogo com os atletas e reconheceu que a situação representa uma pendência do clube. “Estamos cientes do erro, ninguém está se escondendo. Estamos alinhados com os atletas, já reconhecendo isso daí.”
Mesmo diante das questões financeiras e da saída encaminhada de Diego Torres, Frontini afirmou que o principal objetivo do Guarani neste momento é a partida contra o Brusque. O Bugre precisa vencer o adversário no sábado, às 17h, no Brinco de Ouro, para garantir a classificação ao quadrangular final da Série C sem depender de outros resultados.
“O mais importante hoje é o jogo de sábado, a gente vencer para conseguir essa classificação.”