Bugre tenta contornar situação para não ter que arcar com valor milionário em possível reprovação
Foto: Raphael Silvestre/GuaraniUma cláusula na proposta de transformação do Guarani em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) gerou forte preocupação nos bastidores do clube. A minuta inicial do contrato estabelecia uma multa de 10% sobre a operação caso o acordo não fosse aprovado até o dia 4 de setembro. Como o negócio está avaliado em R$ 750 milhões, a penalidade estimada poderia chegar a R$ 75 milhões — detalhe vazado após discussões no Conselho Deliberativo, já que o documento original é protegido por confidencialidade.
Apesar do alerta, a multa ainda não é uma obrigação definitiva. O Conselho Deliberativo rejeitou a primeira versão do texto e formou uma comissão, com representantes das três chapas eleitas, para renegociar os termos diretamente com o empresário Roberto Graziano, dono do Grupo Magnum e interessado na compra da SAF.
Além da multa, outro grande entrave envolve compromissos antigos do Grupo Magnum na arrematação do Estádio Brinco de Ouro, em leilão judicial de 2015. Na época, a empresa prometeu cerca de R$ 105 milhões em investimentos que incluíam arena, CT e clube social. Diversos conselheiros exigem que esses compromissos passados não sejam contabilizados como “novos aportes” da SAF, defendendo que o investimento no futebol seja totalmente distinto das obrigações da compra do estádio.
A comissão tentará reformular esses pontos desfavoráveis a tempo do cronograma oficial. O planejamento prevê reuniões explicativas entre 1º e 3 de setembro, com a votação definitiva agendada para 4 de setembro. Até lá, a cláusula rescisória poderá ser alterada ou excluída, significando que o Guarani hoje lida apenas com um risco contratual em negociação, e não com uma dívida confirmada.




